No dia 2 de novembro, os associados da APAVT vão eleger o próximo presidente da associação, abrindo um novo ciclo e encerrando um capítulo de quase 15 anos de liderança de Pedro Costa Ferreira. A tomada de posse terá lugar na nova sede da APAVT, o espaço onde recebeu o TNews para fazer o balanço do seu mandato. Mas o legado de Pedro Costa Ferreira vai muito além da nova sede. Ao longo destes quase 15 anos, a APAVT reforçou a sua estrutura financeira e, na leitura do ainda presidente, deixa uma associação “maior, com mais capacidade de intervenção e mais representatividade”. Nesta entrevista ao TNews, Pedro Costa Ferreira fala sobre as principais batalhas dos seus mandatos, da transformação da distribuição turística à relação com as companhias aéreas, passando pela saída da BTL e pelos desafios do aeroporto. A conversa marca também uma passagem de testemunho. Depois de deixar a presidência da APAVT, Pedro Costa Ferreira apresenta-se como candidato à presidência da Confederação do Turismo de Portugal (CTP), abrindo um novo capítulo no seu percurso associativo.
Ao fim de quase 15 anos à frente da APAVT, quais foram, para si, as principais conquistas deste percurso?
Há inúmeros marcos nestes 15 anos: o relacionamento com a Madeira, que definiu boas práticas de relacionamento com o destino turístico; um congresso de Macau com 1.034 participantes; a transposição de duas diretivas europeias; a constituição de um sistema de garantia do consumidor apenas e exclusivamente com fundos do setor; a nossa intervenção internacional na ECTAA; a aliança ibérica com a Espanha; a aliança atlântica com o Brasil; a nossa história na BTL; o desenvolvimento do nosso património; melhores números e mais números para o setor. Há inúmeras coisas que, ao longo de 15 anos, podemos apontar. O que posso dizer é que ficámos uma APAVT maior, porque tem mais capacidade de intervenção e mais representatividade; e uma APAVT melhor, no sentido em que estou profundamente convencido de que somos hoje mais respeitados e mais credíveis do que éramos há 15 anos, fruto do trabalho que realizámos.
Passou por crises muito diferentes: crescimento económico, pandemia, retoma e agora uma fase de maior maturidade do turismo. O que é que estes 15 anos lhe ensinaram sobre liderança?
Foram mais alterações do que crises. Tivemos primeiro um período de crescimento económico, depois uma grande crise, que foi a pandemia, a seguir uma retoma feliz e agora vamos iniciar um período como um destino mais maduro. O que é que eu aprendi sobre liderança? Que não tem a ver com uma pessoa, tem a ver com um coletivo e com a capacidade de dialogar. Se eu puder resumir isto da melhor maneira possível, tem a ver sobretudo com defender acerrimamente os nossos interesses, tendo a noção de que, se não olharmos para os interesses dos outros, não vamos conseguir resolver nada. Tem a ver com conciliar e com conversar.
No seu último discurso no congresso de Macau disse que procurou ser “líder em vez de megafone dos outros”. Qual foi a batalha em que mais sentiu o custo dessa posição?
Quem lidera uma associação deve ter também uma visão orientadora. Não pode ser só uma caixa de ressonância das dores do setor, porque, por vezes, olhar apenas para as dores não ajuda, por si, a resolver coisa nenhuma. Não senti custo. Foi com gosto que agi assim, porque julgo que é a maneira correta de liderar. Há certamente muitos processos em que tive de orientar para além de ouvir. Dou um exemplo, não necessariamente o mais importante, mas é recente. Quando tentámos — e estamos a tentar ainda, porque o processo ainda não chegou ao fim — clarificar a situação dos angariadores, que é algo importante e que impacta o negócio, senti que temos de clarificar, não apenas afugentando ou eliminando. Para os integrar, tivemos que ter aqui uma visão orientadora e tivemos que tentar conciliar posições.
“quem lidera uma associação deve ter também uma visão orientadora. Não pode ser só uma caixa de ressonância das dores do setor, porque, por vezes, olhar apenas para as dores não ajuda, por si, a resolver coisa nenhuma”
Disse também que deixa uma APAVT “financeiramente capaz de não se vergar aos interesses de ninguém”. Porque é que essa autonomia financeira foi tão importante para a associação?
É a base de qualquer independência. Crescemos muito do ponto de vista financeiro, estamos muito sólidos e sempre procurámos a independência financeira, não por ela própria, mas porque sabemos que é a base de toda a independência. Julgamos que esta independência é a melhor matriz para conseguirmos colaborar nos processos que envolvem interesses litigantes.
Considera que a APAVT tem hoje mais peso na definição das políticas que afetam a distribuição turística?
Claramente a APAVT ficou, ao longo de 15 anos, maior. É mais representativa, tem mais capacidade de intervenção, é mais ouvida e, desse ponto de vista, sim, o mais possível.


A evolução das agências de viagens
Quando chegou à presidência da APAVT, em 2011, a agência de viagens ainda estava muito associada ao modelo tradicional de venda. Hoje fala-se de consultores de viagens, especialização, tecnologia, inteligência artificial e novos modelos de relação com o cliente. Como mudou a profissão de agente de viagens nestes 15 anos?
Mudou de todas as maneiras. Para percebermos melhor essas alterações devemos recuar até um pouco antes. Em 30 anos, transformámos um setor que estava protegido institucionalmente para um setor que vive num universo em que a concorrência se desenvolve ao longo da cadeia de valor. Portanto, é uma alteração radical das condições do negócio. Uma das grandes satisfações destes 15 anos de APAVT é conseguir acompanhar a capacidade de transformação que as agências tiveram para, ao fim desta transformação tão radical, apresentarem simplesmente os melhores números de sempre, de acordo com o estudo da EY. Os efeitos diretos, indiretos e induzidos da distribuição turística são de 7,7 mil milhões de euros.
É evidente que o mercado tem uma resposta assimétrica, não podemos dar uma resposta para todas as agências. Se falarmos em 100 agências, se calhar falamos de 100 modelos de negócio; se falarmos em 100 modelos de negócios, falamos em estratégias diferentes nessas 100 empresas. Haverá alguns vetores que uniram esta transformação. Todas as agências de viagens, desde muito cedo, foram grandes utilizadoras de tecnologia, isso ajudou muito. E o setor das agências de viagens é hoje, e há muitos anos, aquele que apresenta recursos humanos com melhor formação. Essa capacidade dos recursos humanos e a utilização de tecnologia provavelmente estiveram na base da grande capacidade de reinvenção ao longo dos anos.
Julgo que houve uma coisa que nunca mudou, que foi o foco no cliente. Creio que isso justifica também muita diferença. Há muitos projetos a que assisti que morreram rapidamente, que se “embebedaram” em tecnologia, mas que nunca souberam onde estava o cliente. As agências de viagens sempre viveram, de manhã, durante o dia e durante a noite, junto do cliente.
NDC, distribuição e TAP
“sempre tentei que fosse dentro dos gabinetes que pudéssemos litigar as nossas divergências para depois, nos palcos, conseguir apresentar as nossas aproximações”
Uma das grandes batalhas dos seus últimos anos foi a transformação da relação entre as companhias aéreas e as agências de viagens, nomeadamente através do NDC. Quando olha hoje para esse processo, considera que as agências conseguiram defender o seu espaço na distribuição?
Mais do que uma defesa do espaço na distribuição, a pergunta que deve ser feita é se as agências de viagens continuam a manter o seu espaço junto do cliente. E aí a resposta é positiva. Ou seja, temos de perceber a evolução da indústria e o momento em que devemos fazer essa adaptação, e isso julgo que o setor das agências de viagens claramente conseguiu. E depois têm que disputar o cliente ao longo da cadeia de valor, também com as companhias aéreas. Julgo que temos tido um enorme êxito e os números apontam para isso.
Como classifica hoje a relação entre as agências de viagens e as companhias aéreas?
A relação com as companhias aéreas não é o principal foco das agências de viagens. O principal foco das agências de viagens é a relação com os clientes. A APAVT sempre teve a necessidade de, sobretudo, dialogar com a TAP, pelo peso grande que a TAP tem no BSP, cerca de 50%, e pelo peso que as agências de viagens têm enquanto clientes da TAP. Com muito poucas exceções, ao longo dos tempos, o diálogo foi leal, foi franco, foi aberto, foi construtivo e teve consequências boas para todos. O estado atual corresponde a um dos melhores momentos da relação. Temos no Luís Rodrigues [CEO da TAP] um grande parceiro, de enorme confiança, e reconhecemos grande credibilidade. Não se muda a tendência de uma indústria, mas falar verdade e construir junto ajuda muito.
A relação entre a APAVT e a TAP teve momentos muito difíceis, sobretudo em matéria de remuneração e condições comerciais, mas hoje parece existir uma relação institucional bastante mais próxima. O que mudou: a TAP, a forma de negociar da APAVT ou a atual administração?
A APAVT sempre teve o mesmo modelo de relacionamento. Sempre percebemos que não podemos mudar o mundo e que não podemos parar o vento com as mãos, sempre tivemos a noção do que são as tendências da indústria e sempre estivemos disponíveis para dialogar de maneira a melhorar as condições de mercado, quer da companhia aérea, quer das agências de viagens. O que mudou ao longo de 15 anos foram as administrações da TAP. A atual administração da TAP beneficia o diálogo.
Houve algum momento da relação com a TAP, nestes 15 anos, em que sentiu que o conflito ultrapassou aquilo que era saudável para ambas as partes?
Tenho um momento em que julgo que houve quase que um problema de relacionamento pessoal, mas não gostaria de o desenvolver nesta hora de saída. Senti que houve um momento muito delicado durante a pandemia, quando negociámos os reembolsos a que o mercado tinha direito. A tensão foi muito grande, a APAVT teve que ser muito dura. Felizmente, resolveu-se.
Identifica-se com a imagem de um presidente que prefere trabalhar nos bastidores?
Completamente e confirmo. Quando estamos a falar dos problemas de mercado, julgo que a discrição é benéfica para os processos e, sim, sempre tentei que fosse dentro dos gabinetes que pudéssemos litigar as nossas divergências para depois, nos palcos, conseguir apresentar as nossas aproximações.
A saída da BTL e a questão aeroportuária
A saída da BTL foi uma das decisões mais contundentes da sua presidência. Dois anos depois de anunciar essa rutura, mantém integralmente a decisão?
Estou absolutamente tranquilo [com essa decisão] por uma razão muito simples. Porque, entre outras, a APAVT não tinha possibilidade financeira de continuar na BTL com o nível de exigência financeira que nos estava a ser colocado. Portanto, quando uma decisão é desta natureza, nem sequer podemos pensar muito como é que poderíamos ter agido de outra maneira. Dito tudo isto, parece-me que teremos sido apenas os primeiros a abandonar a BTL, mas não os únicos. E, em segundo lugar, dizer que o nosso abandono da BTL não é o final de uma história, nem prejudica a história anterior. Lançámos sementes num stand que não existia, aproximámos os nossos associados da BTL, fizemos crescer o negócio dos nossos associados e da BTL, crescemos e, ao sairmos, conseguimos criar condições para pelo menos alguns dos associados continuarem o negócio e a feira continuar grande. É evidente que perdemos alguma capilaridade. Acho que alguns dos associados mais pequenos, com a nossa saída, deixaram de poder estar na BTL e julgo que a BTL ficou claramente mais fraca. Nem sempre a vertente financeira deve ser encarada como o mais importante. A verdade é que a minha opinião não mudou: continuamos com o turismo para a feira e devemos ter uma feira para o turismo.
“Estou absolutamente tranquilo com essa decisão por uma razão muito simples. A APAVT não tinha possibilidade financeira de continuar na BTL com o nível de exigência financeira que nos estava a ser colocado”
No último congresso foi particularmente duro ao dizer que Portugal “planeou um aeroporto para daqui a dez anos e não consegue colocar polícias nas boxes do que ainda existe”. O que é que esta frase diz sobre a forma como o país tem tratado a aviação e o turismo?
Gostaria de ter uma resposta um pouco mais empática. Diria que já conseguiram colocar as polícias nas boxes, os problemas do aeroporto são menores hoje do que na altura em que fui mais contundente. Deveríamos, agora que parece haver uma decisão relativamente a Alcochete e a perceção perfeita das dificuldades que vamos até lá passar, focar-nos em tentar fazer um novo aeroporto — que não vai ser uma coisa fácil, será só o maior investimento de sempre. Mas também focar-nos em evoluir nas obras do aeroporto de Lisboa, porque não há outra maneira de gerirmos o que é possível gerir do ponto de vista do crescimento com a atual situação e, sobretudo, de olharmos para o Porto como não olhámos para Lisboa. Não cometer os mesmos erros, não deixar o Porto afunilar sem investir no momento certo, porque se alguma coisa ainda podemos fazer até à existência, ou até à eventual existência, do novo aeroporto, é melhorar através das obras em Lisboa e investir no Porto para retardar o atingir do seu limite de passageiros.
Apesar de tudo, há muita parte importante para o turismo português que tem a ver com o longo curso e com a existência de turistas ao longo de todo o território, em que parece razoável dizer que é indiferente para o turista aterrar em Lisboa ou no Porto. Não é bem assim do ponto de vista da operação aérea, da gestão de um hub. Mas para um turista de longo curso, eventualmente não será muito diferente. E temos que apostar no longo curso, definitivamente. Desse ponto de vista, o aeroporto do Porto parece ser um instrumento com o qual devemos ter muito cuidado.

Saída da APAVT
O candidato à liderança da APAVT, Marco Sequeira, diz que a nova direção deve manter o trabalho feito nos últimos 15 anos, mas com um modelo menos centrado no presidente. A APAVT tornou-se demasiado dependente da figura do seu presidente?
Quando estamos 15 anos numa casa, corremos dois riscos: confundir a casa com aquilo que é nosso e corremos o risco de os associados perderem a tolerância relativamente a nós próprios. Só há uma maneira de impedir que estas duas coisas aconteçam. É sair. Estou de saída. Quem sai não negoceia, não impõe e não condiciona.
Se tivesse de escolher apenas uma coisa que gostaria que o seu sucessor não alterasse e outra que gostaria que fizesse de forma diferente, quais seriam?
Gostaria que fizesse tudo de forma diferente. 15 anos depois de uma liderança, a APAVT precisa de outra liderança, precisa de uma nova visão, face às novas necessidades do setor. É benéfico que eu seja substituído. Foi há três anos que eu disse que tinha tomado a decisão de sair. Estou muito feliz por poder sair e estou feliz por existir pelo menos uma lista. Não sei se vão existir mais. Espero que os novos diretores façam as coisas de forma diferente, porque é isso que a APAVT precisa.
Quando deixar a presidência, que marca gostaria que ficasse associada aos 15 anos de Pedro Costa Ferreira na APAVT?
Gostaria de deixar duas, uma relativamente à liderança, que já falámos: incluir uma visão orientadora e não apenas um megafone das dores dos associados. A segunda tem a ver com o ADN com o qual eu gostei de ser identificado, que é saber defender bem os nossos interesses, mas ter sempre a noção de que devemos olhar para os interesses dos outros e tentar convergir, senão não vamos conseguir ter êxito em relação aos nossos próprios interesses. Vivemos num universo em que não apenas disputamos o cliente, o cliente é servido por nós todos ao longo da cadeia de valor. E, portanto, se nós não resolvemos os interesses uns dos outros, não resolvemos os nossos próprios interesses.
Depois destes 15 anos, o que é que vai sentir mais falta quando deixar a APAVT?
É natural que sinta a falta do convívio, da proximidade. Deixei cá grandes amizades e sentirei falta disso tudo, evidentemente que sim. Não vou sentir a falta de liderar a APAVT. Liderar a APAVT é um tempo. Percorri esse tempo e agora a APAVT continua com outro tempo. Serei um associado como outro qualquer.
Qual foi o congresso da APAVT que mais o marcou ao longo destes anos? E porquê?
Provavelmente foi o de Macau, porque sabia que era o último e, portanto, foi especial para mim, mas também pela sua dimensão e pela importância política que teve. Não creio que seja fácil a ninguém em Portugal, no turismo ou fora dele, organizar uma convenção em Macau com 1.034 participantes.
Voltando ao candidato à presidência da APAVT, Marco Sequeira. Na sua opinião, tem o perfil para ser presidente da APAVT?
Quem sai não negoceia, não impõe, não condiciona. São os associados que vão decidir isso.
Se pudesse voltar ao primeiro dia em que assumiu a presidência, qual era o conselho que daria ao Pedro Costa Ferreira em 2011?
Quando entrámos, não sabemos ao que vamos, quanto tempo vamos cá estar e como é que vamos sair. São as circunstâncias que ditam todas as nossas ações, todas as nossas apostas, todas as nossas decisões e, no primeiro dia, não conhecemos nenhuma dessas condições e, portanto, estar a dar conselhos é não perceber como tudo isto evolui. Dou um exemplo: no mandato em que atravessámos a pandemia, tínhamos uma agenda e um programa. Não devemos ter realizado uma linha desse programa e, se calhar, foi quando fomos mais importantes para todos. As circunstâncias modelam muito o que é o trabalho que se vai fazer.
“É natural que sinta a falta do convívio, da proximidade. Deixei cá grandes amizades e sentirei falta disso tudo, evidentemente que sim. Não vou sentir a falta de liderar a APAVT. Liderar a APAVT é um tempo. Percorri esse tempo e agora a APAVT continua com outro tempo. Serei um associado como outro qualquer”
Qual foi a decisão que mais lhe custou tomar enquanto presidente da APAVT?
É sempre delicado responder a uma pergunta dessas. Mas, se calhar, a saída da BTL foi uma decisão muito triste e que me custou muito a tomar.
Durante estes 15 anos, conseguiu alguma vez desligar verdadeiramente do cargo de presidente da APAVT?
Não. Tive sempre um enorme peso da responsabilidade que me condicionou ao longo de todos os dias. Nunca apertei uma mão sem ter a perceção de que representava um setor.
Se daqui a dez anos alguém olhar para os seus 15 anos à frente da APAVT, qual gostaria que fosse a principal frase sobre a sua presidência?
Foi um acérrimo defensor dos interesses dos agentes de viagens e soube sempre olhar para os interesses de quem rodeia os agentes de viagens na esfera turística.
Vai ter saudades de ser presidente da APAVT?
Espero que não. Vou ter saudades do convívio, das pessoas, da amizade, da proximidade. Do cargo, não. Teria saudades se tivesse ficado com alguma ideia de que isto era, de alguma maneira, meu. E não é verdade. Saio com a consciência de que fui presidente por um tempo e serei associado enquanto for agente de viagens.
Leia a segunda parte da entrevista aqui: Eleições CTP: “Não tenho o menor problema em ganhar ou em perder. O meu problema é não contribuir para a solução”





O trabalho associativo sério requer um tipo de pessoa muito particular, que consiga pensar no todo, que esteja disposta a ser responsabilizada pelo que não é, e mesmo assim se disponha continuar a lutar pelos interesses de todos, até daqueles que não percebem ou não querem perceber. Obrigado Pedro, godspeed.