Portugueses procuram cada vez mais cartões com benefícios para viajar ao estrangeiro

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A procura por contas e cartões com benefícios específicos para utilização no estrangeiro continua a aumentar entre os portugueses. Segundo um estudo da Nickel, instituição financeira de pagamento do grupo BNP Paribas, realizado em parceria com a DATA E, 35% dos inquiridos afirmam já recorrer a este tipo de soluções, mais oito pontos percentuais do que em 2025. 

De acordo com o estudo, divulgado esta quinta-feira, a tendência é mais expressiva na região de Lisboa, onde a adesão atinge os 44%, seguindo-se o Norte, com 35%.

O cartão de débito ou de crédito continua a ser o meio de pagamento preferido dos portugueses durante as viagens internacionais. Sete em cada dez portugueses afirmam privilegiar esta opção, uma preferência que sobe para cerca de 73% nas regiões Norte e de Lisboa. 

Por outro lado, o dinheiro físico mantém maior relevância no Alentejo e no Algarve, onde é apontado como o principal meio de pagamento por 38% e 34% dos inquiridos, respetivamente.

O estudo indica ainda que 43% dos portugueses tencionam aderir, nas próximas viagens, a contas ou cartões com vantagens específicas para utilização no estrangeiro, um valor ligeiramente superior ao registado no ano passado.

Entre os principais fatores que pesam nesta decisão destacam-se os custos mais reduzidos em levantamentos e pagamentos (65%) e as taxas de câmbio mais baixas (63%). Os seguros de viagem (42%) e a assistência médica no estrangeiro (36%) surgem igualmente entre os benefícios mais valorizados.

Citado no comunicado, João Guerra, CEO da Nickel Portugal, considera que os resultados evidenciam uma procura crescente por soluções que permitam “reduzir custos” e, simultaneamente, “garantir maior proteção e segurança durante toda a viagem”. 

O responsável acrescenta que os consumidores procuram “uma boa experiência, nomeadamente através de formas simples e práticas para fazerem pagamentos nas suas viagens”, refletindo uma valorização crescente de produtos financeiros adaptados às necessidades dos viajantes.

O estudo foi realizado entre 16 e 19 de março, com base numa amostra de 1.030 residentes em Portugal, com idades entre os 18 e os 64 anos, distribuídos pelas diferentes regiões do país, incluindo os Açores e a Madeira.

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