Quarta-feira, Fevereiro 8, 2023
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1º Encontro Nacional de Turismo em Espaço Rural debate desafios futuros na Sertã

O 1.º Encontro Nacional de Turismo em Espaço Rural realiza-se nos dias 10 e 11 de fevereiro, na Sertã, visando “a sua valorização” e “os desafios que se colocam no futuro”, segundo a organização.

“O turismo rural é um subsetor do turismo que tem crescido imenso nos últimos anos, não só quantitativamente como qualitativamente e que pode dar um grande contributo para o desenvolvimento das economias locais”, afirmou esta segunda-feira Cândido Mendes, da Associação Hotéis Rurais de Portugal (AHRP), durante a apresentação, na Sertã, no distrito de Castelo Branco, do 1º Encontro Nacional de Turismo em Espaço Rural.

De acordo com este responsável, a AHRP, entidade organizadora deste evento, propôs-se realizar a iniciativa, devido ao “salto quantitativo e qualitativo” que este subsetor turístico registou em Portugal.

“Há aqueles que vivem exclusivamente do turismo e aqueles que não vivem exclusivamente desta atividade. Temos que provocar no encontro, um diálogo para preparação e capacitação das pessoas. Esse é o nosso grande objetivo”, sublinhou.

Cândido Mendes frisou também que a atividade turística é “muito transversal”, pelo que o encontro “tem que ter o envolvimento do alojamento, da restauração e da animação turística”.

“Tem [o encontro] que provocar aqui uma capacidade de por as pessoas a pensar porque no mundo rural temos várias realidades”, concluiu.

Por sua vez, Adriana Rodrigues, do Turismo Centro Portugal, disse que o turismo deixou de ser um fenómeno exclusivo das praias e das grandes cidades. “O turismo em espaço rural ganhou força enquanto conceito e passou a fazer parte das estatísticas e conquistou o seu próprio espaço. O seu crescimento, em pouco mais de três décadas, foi exponencial”, frisou.

Segundo a responsável, que avançou com dados da Pordata referentes a este subsetor do turismo, atualmente “há cerca de 24 mil camas em turismo rural” no país. “É, portanto, um fenómeno consolidado. Passou de apenas uma moda para ser uma alternativa séria a outros tipos de turismo, que foram e que são considerados convencionais”, sublinhou.

Adriana Rodrigues realçou também que são muitos os desafios que se colocam, em particular, para quem gere projetos turísticos com estas características. “Abriu-se uma oportunidade muito importante para as zonas de baixa densidade populacional. É um conceito que não é uma moda veio para ficar e é sustentável”, sustentou.

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