Quinta-feira, Dezembro 8, 2022
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71% dos viajantes quer viajar de forma mais sustentável este ano

A Booking.com fez um inquérito a mais de 30.000 viajantes, em 32 países e territórios. A plataforma de viagens online revela no “Sustainable Travel Report 2022”, que o impacto das viagens continua no topo da lista da preocupação dos viajantes, com 71% a responderem que querem viajar de forma mais sustentável nos próximos 12 meses, o que representa um aumento de 10% em relação aos dados recolhidos em 2021.

81% dos viajantes confirmam que as viagens sustentáveis são importantes para si, metade dos inquiridos (50%) afirmam que as recentes notícias sobre as alterações climáticas influenciaram-nos a escolher viagens mais sustentáveis. Para esse efeito, mais de um terço (35%) dos viajantes globais afirma que os esforços de sustentabilidade dos fornecedores de alojamento e transporte desempenham um forte papel nas suas decisões. De facto, 70% dos viajantes globais dizem que teriam mais probabilidades de escolher um alojamento sustentável – quer procurassem especificamente um ou não.

Procura por estadias mais sustentáveis

A sensibilização e procura por estadias mais sustentáveis continua, com 40% dos viajantes globais a confirmarem ter visto um alojamento sustentável, numa plataforma online de viagens, durante o ano passado. 38% dos inquiridos procurara ativamente informações sobre os esforços de sustentabilidade de um alojamento antes de reservar.

Ainda mais encorajadores são os 46% dos viajantes globais que afirmam ter, efetivamente, permanecido num alojamento sustentável ao longo do último ano. Dos que experimentaram uma estadia mais sustentável, as razões para a seleção deste tipo de alojamento variam.

41% disseram que a escolheram um alojamento sustentável para ajudar a reduzir o seu impacto sobre o ambiente. Um terceiro (33%) queria ter uma experiência mais relevante a nível local e
31% dos inquiridos acredita que as propriedades sustentáveis tratam melhor a comunidade.

Dos viajantes que não permaneceram num alojamento sustentável durante o ano passado, 31% afirma que não sabia da sua existência. Embora esta percentagem tenha diminuído 5% em relação a 2021, o que indica que a consciência está a crescer, quase um em cada três (29%) viajantes disse que ainda não sabia como encontrá-los.

Destinos alternativos

Existe consenso entre os viajantes sobre a vontade de evitar destinos movimentados e muito turísticos, com um terço (33%) dos inquiridos a optar por viajar fora da época alta e mais de um quarto (27%) a escolher um destino de viagem menos popular, durante os últimos 12 meses, para evitar a sobrelotação.

A pensar em viagens futuras, 40% dos viajantes disseram que estariam dispostos a viajar exclusivamente fora da época alta para evitar a sobrelotação, e 64% revelaram que evitariam destinos turísticos populares e atrações, para assegurar uma dispersão mais uniforme do impacto e benefícios da sua visita.

Quase um terço (31%) estaria disposto a escolher uma alternativa ao seu destino preferido para ajudar a evitar a sobrepopulação.

Do outro lado, 42% dos viajantes luta para encontrar destinos atrativos que sejam menos povoados e 34% sente que não é possível encontrar opções de viagem sustentáveis em destinos turísticos populares. Isto indica, de acordo com o Travel Daily News, uma oportunidade para as plataformas de viagens trabalharem diretamente com os fornecedores de alojamento, nestes destinos, para ajudá-los a progredir nos seus esforços de sustentabilidade.

Ligação à cultura e às comunidades locais

Uma filosofia regenerativa está a influenciar a tomada de decisões, com 59% dos viajantes a dizer que querem deixar os lugares que visitam melhor do que quando chegaram e dois terços (66%) a querer ter experiências que sejam representativas da cultura local. De facto, mais de um quarto (27%) dizem ter-se familiarizado ativamente com os valores e tradições culturais locais, no seu destino de viagem, antes das suas viagens e um em cada quatro viajantes (25%) estaria disposto a pagar mais por atividades de viagem, para garantir que estão a retribuir às comunidades locais.

Contudo, 34% dos viajantes indica não saber como ou onde encontrar atividades ou excursões que assegurem que estão realmente a ter um impacto positivo e a retribuir à comunidade local.

Ponto de viragem para o transporte

Os viajantes globais estão atentos à distância que percorrem, como lá chegam e como se deslocam quando já estão no destino. Quase um quarto (23%) diz ter escolhido viajar para um destino mais próximo de casa para reduzir a sua pegada de carbono e mais de um em cada cinco (22%) indicou que pesquisou transportes públicos e/ou opções para alugar uma bicicleta no seu destino escolhido.

Um em cada cinco (20%) viajantes também optou por viajar de comboio, em vez de carro, para distâncias mais longas e pouco menos de um terço (30%) diz ter vergonha de voar devido ao seu impacto no ambiente.

Quando se trata de reservar transporte para as suas viagens, 40% procura ativamente informação sobre sustentabilidade. Embora 54% revelem que não procuram opções de transporte mais sustentáveis, este fator ainda tem impacto no comportamento de reserva e na satisfação do cliente. Por exemplo, embora 31% afirmem que os esforços de sustentabilidade não desempenham um papel forte nas suas escolhas de transporte, relatam que esse fator pode influenciar a sua escolha final.

Viagens mais sustentáveis para todos

Atualmente, existem mais de 100.000 propriedades a serem reconhecidas pelos seus esforços de sustentabilidade, pela Booking.com, com uma certificação Travel Sustainable.

A Booking.com manteve-se neutra em carbono, nas suas operações em 2021, e transitou para 100% de eletricidade renovável no final do mesmo ano, o que representa um passo importante como parte da contribuição da empresa para o recentemente lançado Plano de Ação Climática, da Booking Holdings.

O Plano de Ação Climática funciona como um quadro estratégico para a forma como a Booking Holdings pretende tornar as suas operações, serviços e a indústria de viagens mais sustentáveis. De acordo com as definições e medições estabelecidas pela iniciativa Science Based Targets (SBTi), o Plano de Ação Climática inclui metas ambiciosas que visam ajudar a empresa a alcançar uma redução de 95% nas emissões de âmbito 1 e 2 até ao final de 2030, uma redução de 50% nas emissões de âmbito 3 até 2030, e emissões líquidas zero até 2040.

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