8 tendências que vão redefinir o turismo experiencial em 2026, segundo a Accor

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A ALL Accor, plataforma de reservas e programa de fidelização do grupo Accor, divulgou esta quarta-feira um novo relatório sobre as tendências que irão marcar o turismo experiencial em 2026. O estudo identifica oito grandes tendências, associadas a diferentes “vibes” emocionais, que refletem a forma como os viajantes estão a redefinir as suas expectativas num contexto de incerteza económica, social e ambiental.

A Accor refere que o relatório parte da constatação de que a viagem está a deixar de ser definida apenas pelo destino geográfico, passando a ser cada vez mais orientada pelas emoções. Segundo os dados apresentados, 25% dos viajantes gostariam que as pesquisas online de viagens começassem pelo “estado de espírito”, o que, segundo a empresa, traduz uma mudança relevante na forma como as decisões de viagem são tomadas.

Citada no comunicado, Alix Boulnois, Chief Digital and Tech Officer da Accor, afirma que “a essência da viagem está a evoluir” e que, à medida que os viajantes procuram “significado e ligação”, as emoções passam a orientar as suas escolhas. A responsável acrescenta que o relatório demonstra o compromisso da Accor em compreender estas novas expectativas e em moldar experiências “únicas e profundamente pessoais”, apoiadas numa combinação de conhecimento humano e utilização estratégica de tecnologia, incluindo inteligência artificial.

Entre as tendências identificadas, a Accor destaca a chamada “Endorphin Economy”, associada à procura de experiências intensas ligadas a grandes eventos ao vivo. De acordo com o estudo, 89% dos viajantes consideram que eventos ao vivo tornam as viagens mais gratificantes, sendo concertos, eventos desportivos e festivais musicais apontados como os principais motivadores deste tipo de deslocações.

Outra tendência apontada é a dos “Hyper Playgrounds”, associada à procura de ambientes lúdicos, imersivos e sensoriais, em resposta a um quotidiano cada vez mais marcado pela hiperprodutividade. Segundo os dados divulgados, 31,5% dos viajantes procuram ativamente hotéis com design arrojado ou divertido, enquanto 43% se mostram atraídos por restaurantes de conceito elevado com componentes performativas.

O relatório aborda ainda o conceito de “Portable Lifestyles”, ligado à crescente adoção de estilos de vida híbridos e ao trabalho remoto. A Accor refere que 95% dos viajantes consideram importante manter aspetos do seu estilo de vida habitual durante as viagens, incluindo rotinas de trabalho, bem-estar, alimentação e até a presença de animais de estimação. A empresa destaca, neste contexto, soluções que combinam alojamento, espaços de trabalho e convívio social.

A dimensão relacional surge igualmente em destaque com a tendência “Social Wellness”, que associa bem-estar a experiências coletivas. De acordo com o estudo, 84,5% dos viajantes procuram ligações mais profundas com outras pessoas, enquanto 59% associam o bem-estar a momentos de convivialidade partilhada. A Accor indica que esta tendência se traduz numa reconfiguração de spas e hotéis como espaços de encontro e interação social.

A nostalgia é outro dos vetores identificados, sob a designação “Memory Lanes”. Segundo os dados apresentados, 87% dos viajantes sentem nostalgia por períodos considerados mais simples e menos digitais, enquanto 64,5% admitem sentir-se frequentemente sobrecarregados pela utilização constante de smartphones e redes sociais. Neste contexto, a Accor refere uma procura crescente por experiências ligadas à história, à memória e a ambientes considerados autênticos.

A tendência “Earth Syncing” reflete, por sua vez, o desejo de reconexão com os ritmos naturais. O relatório indica que 69% dos viajantes já planearam viagens especificamente para experienciar fenómenos naturais sazonais, enquanto 59% afirmam sentir-se desligados dos ciclos naturais. A Accor associa esta tendência a experiências que promovem a desaceleração e a ligação à natureza.

O estudo identifica ainda as “Unfiltered Journeys”, associadas à procura de surpresa e espontaneidade num contexto de saturação das redes sociais. Segundo os dados divulgados, 63,5% dos viajantes evitam destinos considerados excessivamente expostos ou “sobrevalorizados”, preferindo recomendações de residentes locais ou pessoas encontradas durante a viagem. Neste âmbito, Alix Boulnois refere que a Accor encara a tecnologia, incluindo a inteligência artificial, como uma forma de reduzir fricções logísticas e criar espaço para experiências humanas mais significativas.

Por fim, o relatório destaca a tendência “Points Maxxing”, relacionada com a evolução dos programas de fidelização. De acordo com a Accor, 72% dos viajantes valorizam o acesso a experiências únicas nos programas de lealdade, e um em cada três membros utiliza pontos para viver experiências consideradas excecionais. Mehdi Hemici, Chief Loyalty and E-Commerce Officer da Accor, citado no comunicado, afirma que, para o grupo, “viajar é mais do que mover-se entre lugares” e que o verdadeiro valor reside em “sentir-se tocado” pelas experiências vividas.

O relatório baseia-se numa análise internacional do comportamento de milhares de viajantes e numa metodologia híbrida que combina análise prospetiva, investigação qualitativa e dados quantitativos. O estudo inclui ainda um inquérito realizado em 2025 pela Dynata junto de 4.300 consumidores em nove mercados, entre os quais França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos, Brasil, Austrália, China, Índia e Emirados Árabes Unidos.

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