O Valverde Train, um novo comboio-hotel de luxo destinado a circular na rede ferroviária nacional, prevê um investimento elegível de cerca de 19,6 milhões de euros, dos quais 9,8 milhões serão financiados por fundos europeus. O projeto da Alva Rail deverá decorrer até agosto de 2029 e prevê a recuperação de carruagens da CP atualmente sem utilização.
O projeto “Criação do Comboio-Hotel Valverde Train” foi aprovado no âmbito do COMPETE 2030, através do Sistema de Incentivos à Competitividade Empresarial (SICE) – Inovação Produtiva – Territórios de Baixa Densidade. O apoio é atribuído através do Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (FEDER), com uma taxa de cofinanciamento de 50%.
De acordo com a informação disponível no portal Mais Transparência, o objetivo é criar um “comboio-hotel exclusivo, único em Portugal”, direcionado para o segmento do turismo ferroviário de luxo e assente nos conceitos de slow travel e turismo experiencial. A operação deverá utilizar carruagens recuperadas da CP – Comboios de Portugal que se encontram atualmente “sem utilização e em estado devoluto”.
As carruagens serão adaptadas à nova operação, conjugando, segundo a descrição oficial, “o charme nostálgico das viagens de comboio com o conforto contemporâneo”. A experiência deverá incluir alojamento a bordo, gastronomia regional e atividades associadas aos territórios atravessados pelo comboio.
A estratégia passa por desenvolver uma oferta entre “transporte ferroviário de luxo e hospitalidade boutique”, com inspiração em referências internacionais como a Belmond e o Orient Express.
Embora a informação oficial disponível ainda não identifique os itinerários que serão comercializados nem as estações onde o comboio deverá parar, o projeto prevê a criação de rotas por zonas menos exploradas do país, com especial atenção aos territórios de baixa densidade.
A intenção é estabelecer ligações às comunidades locais através de atividades desenvolvidas em parceria com entidades e agentes dos diferentes territórios. Segundo a ficha do projeto, a experiência deverá integrar elementos como gastronomia, vinhos e tradições locais, numa estratégia que pretende contribuir para a valorização do património nacional e constituir uma “alternativa sustentável ao turismo em massa”.
A reutilização de material ferroviário existente é também apresentada pelos promotores como uma componente de sustentabilidade do projeto, quer pelo prolongamento do ciclo de vida das carruagens, quer pela opção pelo transporte ferroviário.
O projeto está associado ao concelho de Nelas, no distrito de Viseu, ao qual estão atribuídos os 9,79 milhões de euros de financiamento. A candidatura prevê ainda a criação de 35 postos de trabalho em “ano cruzeiro”.
Segundo a atualização mais recente da ficha disponível no portal Mais Transparência, o início do projeto está previsto para 31 de agosto de 2026, com conclusão apontada para 30 de agosto de 2029. Atualmente, o portal indica que o valor executado é ainda de zero euros.
A Alva Rail surge como beneficiária do apoio, sendo este o único projeto da empresa atualmente identificado no portal Portugal 2030.
Além da componente de hospitalidade e turismo ferroviário, a candidatura prevê a utilização de ferramentas digitais e de inteligência artificial na operação. O projeto é apresentado na candidatura como tendo “forte vocação exportadora”.





Entendo que possa ser de particular interesse e contribua para um maior Desenvolvimento Turismo Selectivo.
Muito apreciaria poder ainda desfrutar deste Projecto
Apoio 100% este Projecto. Queira Deus se venha a concretizar.
Sem dúvida um excelente projeto,espero que este comboio circule por todas as linhas ainda existentes em Portugal,Assim como os barcos mo Douro foram um excelente veículo de promoção do nosso interior .
Adoro andar de comboio ganhei esse gosto do meu falecido pai que foi ferroviário na linha do Douro.
Ainda guardo religiosamente o passe que me foi atribuído em 1964 para beneficiar dos respectivos descontos.
Se os comboios não funcionam bem estando sempre em greve, não há dinheiro para mais comboios e mais maquinistas mas para hotéis vale tudo á sempre investimento.. as comunidades locais não vão ter dinheiro para se deslocarem num comboio hotel… mas está certo… Mais uma pseudo empresa privada para lavar dinheiros públicos…
Que óptima notícia, adorava conseguir uma viagem.
Não acredito, então vão baixar as fracas reformas e vão aumentar os luxos para os ricos.
Bom dia
É tudo fantasia de luxo ,para quê, ainda temos uma linha para o algarve que deveria ser a prioridade assim evitava-se as viaturas a mesma demora entre 7 a 8 horas .
Outra prioridade a linha de acesso ah fronteira vilar formoso uma miséria, e continuamos os iluminados a pensar sempre alto
Portugal está, mais uma vez, de parabéns por copiar ideias que já existem lá fora — criatividade não falta! 😏
Num país onde a rede ferroviária continua, em muitos casos, num estado bastante fraco, parece no mínimo curioso apostar na transformação de carruagens sem utilização ou em estado devoluto num comboio-hotel de luxo.
E depois aparecem os famosos “apenas 20 milhões de euros”. Todos sabemos como funcionam muitos projetos em Portugal: começa-se com 20 milhões e, quando chega ao fim, facilmente já estamos nos 30, 35 ou mais milhões e dos quais vários milhões vão para os bolsos de algumas pessoas no meio das transferências. Grande parte acaba por ser financiada por fundos da União Europeia, ou seja, dinheiro dos contribuintes europeus.
O problema não é investir ou criar projetos inovadores. O problema é quando existem necessidades muito mais básicas e urgentes na ferrovia portuguesa — linhas, comboios, horários, manutenção e qualidade do serviço — e decide-se avançar com projetos de luxo.
No final, fica a pergunta: será mesmo esta a prioridade para a ferrovia portuguesa? Ou seria mais importante primeiro garantir uma rede ferroviária moderna, eficiente e acessível para quem vive e trabalha em Portugal? 🇵🇹🚆
Excelente proposta.
Por favor, levar em conta os passageiros com ♿.
Será sublime viajar no comboio hotel, neste pais de belezas sem fim.
Continuem a gastar. Isto vai parar perto. É lamentável é que, quem decide este tipo de situações, não seja responsabilizado por nada. Primeiro retiram a linha. Agora querem a linha a funcionar com comboios de luxo. Tenham ética e princípios. Não destruam mais Portugal do que já está. O lugar dos corruptos é na prisão!!!!