A ABTA – Association of British Travel Agents voltou a exigir respostas após uma nova falha no sistema de controlo de tráfego aéreo do Reino Unido ter provocado atrasos e perturbações em vários aeroportos esta segunda-feira, 21 de setembro.
O incidente teve origem no centro de controlo de Prestwick, na Escócia, onde a NATS identificou um problema de conectividade numa parte da sua rede. A falha afetou sobretudo o espaço aéreo da Escócia, Irlanda do Norte e norte de Inglaterra, com atrasos registados em aeroportos como Manchester, Glasgow e Belfast. A NATS informou entretanto que o problema foi resolvido e que estava a trabalhar com os aeroportos e companhias aéreas para levantar as restrições de tráfego.
A empresa de controlo de tráfego aéreo britânica sublinhou que o incidente desta segunda-feira não está relacionado com a falha registada a 8 de setembro, que resultou num problema de software e levou ao cancelamento de cerca de 2.000 voos, afetando centenas de milhares de passageiros.
Perante a nova interrupção, Luke Petherbridge, diretor de Relações Públicas da ABTA, considera que a situação já ultrapassou o limite daquilo que o setor considera aceitável.
“Este é o segundo incidente do NATS a causar interrupções nas últimas duas semanas e o quarto nos últimos anos. Simplesmente não é aceitável”, afirmou.
O responsável defende que tanto o setor das viagens como os passageiros vão exigir explicações, não apenas sobre a origem das falhas, mas sobretudo sobre as medidas que serão adotadas para reforçar a resiliência do sistema e evitar novos episódios.
“Esses incidentes causam transtornos aos viajantes e custos financeiros significativos para as companhias aéreas e para o setor de viagens em geral, incluindo trabalho e custos adicionais para os operadores turísticos e agentes de viagens membros da ABTA”, acrescentou.
A posição da ABTA surge num contexto de crescente pressão sobre a NATS. Após a nova falha, companhias aéreas como a easyJet e a Jet2 questionaram igualmente a resiliência dos sistemas e pediram medidas urgentes. A Ryanair voltou ainda a pedir a saída do CEO da NATS, Martin Rolfe.
Para a ABTA, uma vez que estas falhas estão fora do controlo das empresas de viagens, o Governo britânico deveria considerar uma resposta também ao nível financeiro.
“Como essas questões relativas à NATS estão totalmente fora do controle das empresas de viagens, o Governo deveria considerar seriamente se a NATS deveria ser obrigada a compensar o setor em geral por tais eventos”, concluiu Luke Petherbridge.
A NATS pediu aos passageiros que continuem a verificar o estado dos seus voos diretamente com as companhias aéreas, uma vez que, apesar da resolução da falha técnica, os efeitos da perturbação podem prolongar-se devido aos atrasos acumulados na rede.




