A Canarian Hospitality está a estudar operações no Algarve e na Madeira, no âmbito do seu plano estratégico para 2026-2028, apresentado esta segunda-feira, 28 de setembro. A gestora hoteleira espanhola pretende aumentar o portefólio de nove para 15 hotéis e superar os 100 milhões de euros de faturação até 2028, face aos 48 milhões registados em 2025.
Francisco Fernández, CEO da empresa, revelou que a Canarian Hospitality mantém “negociações avançadas” para crescer na Costa del Sol, em Espanha, e está a analisar oportunidades no Algarve e na Madeira. Para já, não foram anunciados projetos concretos, localizações ou datas de abertura em Portugal.
Fundada em 2021, a empresa opera atualmente nove estabelecimentos nas Canárias, cinco dos quais sob as marcas próprias Mynd Hotels e Sholeo Lodges. Os restantes quatro estão associados ao Radisson Hotel Group, com o qual assinou, durante a última edição da FITUR, uma parceria destinada a apoiar a expansão em Espanha e Portugal.
O plano estratégico prevê seis novas aberturas e um portefólio de cerca de 2.400 quartos até 2028. A empresa estima ainda triplicar o EBITDA, para um valor entre 4,5 e cinco milhões de euros, através do “aumento da atividade, de economias de escala e da melhoria da eficiência operacional”.
A parceria com o Radisson constitui um dos principais eixos desta estratégia. O acordo contempla o compromisso de abrir 250 quartos por ano sob as marcas do grupo internacional a partir do segundo ano. Entre os projetos previstos estão um Radisson Collection em Lanzarote, com 107 apartamentos de luxo e abertura faseada a partir do final de 2027, um Radisson Red em Las Palmas, com 97 quartos, e um futuro Radisson em Fuerteventura, cuja entrada em operação está prevista para 2028.
Apesar da intenção de entrar em novos destinos da Península Ibérica, as Canárias continuarão a ser uma prioridade. A gestora mantém conversações avançadas para incorporar um Sholeo Lodges em Lanzarote, com 170 unidades, e está a analisar outras oportunidades em Tenerife.
As marcas próprias Mynd Hotels e Sholeo Lodges constituem, a par da parceria com o Radisson, os principais motores de crescimento da empresa. Francisco Fernández considera que existe uma “oportunidade maior no segmento de três estrelas”, nomeadamente através da marca Sholeo Lodges, que combina quartos privados com espaços comuns e uma oferta de alojamento funcional.
O plano estratégico assenta ainda na consolidação das marcas, na melhoria das margens e no desenvolvimento de competências nas áreas da tecnologia e dos recursos humanos. A Canarian Hospitality pretende reforçar a utilização de inteligência artificial, automatização de processos e análise de dados, estando previstos 18 programas estratégicos relacionados com talento, revenue management e inovação.
Desde a sua criação, a empresa geriu ativos que receberam cerca de 70 milhões de euros de investimento de diferentes investidores das Canárias, destinados à construção e renovação de unidades hoteleiras.




