Tempos de espera no aeroporto de Lisboa caem 47% em setembro, para 68 minutos

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A média dos tempos máximos de espera no controlo de fronteiras do aeroporto de Lisboa situou-se nos 68 minutos em setembro de 2026, uma redução de 47% face ao mesmo mês do ano passado e o valor mais baixo registado em setembro nos últimos quatro anos, segundo dados avançados esta sexta-feira pelo ministro da Administração Interna, Luís Neves.

“No aeroporto de Lisboa, onde o crescimento face a 2025 foi de 19,2%, a média dos tempos máximos de espera em setembro foi de 68 minutos, o valor mais baixo no período homólogo dos últimos quatro anos e uma redução de 47% face a 2025”, afirmou o governante, durante uma audição parlamentar no âmbito da discussão na especialidade da proposta de Orçamento do Estado para 2027, citado pela agência Lusa.

Luís Neves atribuiu a melhoria dos tempos de espera no controlo de fronteiras dos aeroportos nacionais ao “reforço dos efetivos da PSP, à reorganização dos procedimentos e ao investimento em novos equipamentos”.

De acordo com o ministro, o movimento de entradas e saídas nas fronteiras aeroportuárias nacionais aumentou 15,7% entre janeiro e setembro de 2026, em comparação com o período homólogo de 2025, e 23,9% face a 2023, ultrapassando os 18,6 milhões de movimentos.

O governante destacou ainda a importância dos profissionais responsáveis pelo controlo de fronteiras para a atividade económica e turística do país.

“É também em reconhecimento do trabalho crucial destes profissionais para a segurança do país, a economia e o turismo que apresentámos uma proposta de valorização do suplemento de serviço nas fronteiras, prevendo um valor de 160 euros já este ano e de 230 euros em 2027 para os profissionais abrangidos da PSP e da GNR”, afirmou.

Os aeroportos portugueses, em particular o de Lisboa, têm registado constrangimentos no controlo de fronteiras desde a implementação do Sistema de Entrada/Saída da União Europeia (EES), que substituiu os tradicionais carimbos nos passaportes pelo registo digital dos dados biométricos de passageiros de países terceiros.

Em maio, na sequência de episódios de longas filas, o Governo avançou com medidas para aumentar a capacidade de resposta no aeroporto de Lisboa, incluindo o reforço dos postos de controlo manual, dos equipamentos de controlo automático e dos efetivos da PSP.

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