Se tivesse o poder absoluto sobre o país por uma hora, que decisão tomaria para o setor do turismo? Por Diana Costa

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Para assinalar o 4º aniversário do TNEWS, lançamos uma rubrica especial que reúne vozes do setor do turismo. Convidamos personalidades a refletirem sobre o futuro do turismo em Portugal, respondendo à seguinte questão: “Se tivesse poder sobre o país por uma hora, qual seria a decisão que tomaria para o setor do turismo?”

Por Diana Costa | Founder The Storytelier Inc & Hotel Brand Strategist

Se tivesse uma hora para transformar o turismo em Portugal… Transformava o país numa história que valesse a pena atravessar, capítulo a capítulo.

Portugal tem a paisagem, o património, o talento e a criatividade para se tornar numa só grande experiência a céu aberto. Uma única história que o mundo não só queira conhecer, mas queira viver.

Hoje, essa história está fragmentada. Cada região comunica de forma isolada. E cada stakeholder – de hotéis a operadores turísticos – segue a sua própria lógica, sem uma visão comum. Faltam-nos direção partilhada, emoção transversal e coordenação prática.

É o que vejo acontecer onde vivo hoje, no Médio Oriente em destinos como o Dubai ou NEOM, onde uma visão clara e ambiciosa une setores, regiões e experiências numa só narrativa coerente.

Por outro lado, a nova geração de viajantes não procura coisas, procura experiências. Querem saber o que podem viver, e o que isso vai significar para eles. Promover vinho, praias ou tradições já não basta. O que atrai hoje é a emoção. Não é o vinho, mas partilhar um copo ao pôr do sol. Não são as praias, mas sentir a liberdade dos pés descalços na areia. Não é a tradição, mas ouvir a história de um artesão.

Com uma hora de poder, eu:

  • Definia uma visão nacional com foco emocional posicionando Portugal como o país onde se vive plenamente e simplesmente. Um lugar de conexão, inspiração e autenticidade.
  • Atribuía a cada região um posicionamento emocional próprio dentro dessa visão, por exemplo: o Norte como guardião das raízes, o Alentejo como refúgio de calma, os Açores como santuário de liberdade natural.
  • Criava uma estrutura nacional de ativação, onde regiões, hotéis, DMCs, e todos os setores do turismo, ou até fora dele, teriam direção, ferramentas e incentivos para transformar essa história em experiências reais. Pessoas que hoje não fazem parte da indústria, como artesãos, produtores ou comunidades locais, seriam convidadas a transformar os seus saberes em experiências que expressem o posicionamento da sua região.

Nota de editor

Também queremos ouvir a sua voz! Envie sugestões e ideias sobre o futuro do turismo em Portugal para cmonteiro@tnews.pt e faça parte deste debate crucial para a transformação da nossa indústria.

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