Terça-feira, Outubro 4, 2022
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Abertura das fronteiras do Japão é uma oportunidade para os hotéis mundiais captarem turistas japoneses

O Japão anunciou recentemente que irá reabrir totalmente as suas fronteiras aos turistas a partir de 7 de setembro, o que representa uma oportunidade significativa para os hotéis e prestadores de serviços de turismo recetivo voltarem a captar turistas japoneses, defende a Belvera Partners. A empresa de consultoria de relações públicas de tecnologia de viagens entrevistou três especialistas para obter a sua opinião sobre as consequências do alívio das restrições no Japão.

“Em termos de viajantes japoneses que entram na Europa, esta é evidentemente uma boa notícia, pois embora os cidadãos japoneses já pudessem sair do Japão, estavam sujeitos a restrições quando regressavam ao país. A abertura aos turistas estrangeiros dá um sinal muito claro de que o governo japonês deveria, portanto, ativar novamente os seus canais de venda e marketing no Japão”, afirmou Alex Barros, diretor de Marketing e Inovação da Beonprice, uma plataforma de gestão de receitas e rentabilidade para o setor hoteleiro.

“No entanto, a moeda japonesa está num dos seus pontos mais fracos dos últimos anos, o que tornará as viagens internacionais um pouco mais caras para os japoneses, pelo que manter e aumentar a rentabilidade poderá ser mais difícil. Contudo, com a estratégia certa será possível e é importante reforçar que os hoteleiros valorizam muito os hóspedes japoneses”, acrescentou.

“Os hóspedes japoneses são muito apreciados pelos hotéis de luxo de todo o mundo, pelo que a notícia de que o país está agora a facilitar-lhes de novo as viagens é muito bem-vinda. Embora os turistas japoneses não sejam tão numerosos, em comparação com outros mercados emissores, gastam mais quando se trata de tipologias de quarto, de serviços de compras e outros serviços no destino, apreciando muito as experiências de luxo. Também tendem a reservar com muito mais antecedência, viajar em grupos, e cancelar menos do que outros mercados – todas características altamente valorizadas pelos hoteleiros onde as reservas de última hora (e cancelamentos) são dispendiosos”, afirmou Fabian Gonzalez, fundador da Forward_MAD, um evento turístico de luxo a decorrer em Madrid de 5 a 7 de outubro.

“Como devem os hotéis reativar as reservas? Construir relações fortes com operadores turísticos e agentes de viagens, já que para muitos viajantes japoneses uma viagem internacional é uma experiência especial e é menos provável que estes se desloquem através de uma OTA ou reservem diretamente”, comentou.

“À medida que os países começaram a reabrir novamente, especialmente aqueles que estão fechados há mais tempo do que a maioria, estamos a vê-los enfrentar vários desafios a nível tecnológico à medida que tentam reativar sistemas e processos que evoluíram enquanto foram desativados: quer sejam plataformas de pagamento, atualizações de software, alterações nos fornecedores ou protocolos, há muito que os vendedores japoneses de viagens internacionais terão de considerar quando tentarem fazer reservas internacionais”, referiu Wolfgang Emperger, vice-presidente sénior do grupo Shiji para a Europa, África e Região do Reino Unido e Irlanda.

“Embora a recuperação seja provavelmente lenta, até porque o iene está bastante fraco neste momento, os turistas japoneses serão bem-vindos para muitos hotéis ocidentais, pois tendem a ser hóspedes de alto valor que reservam com mais antecedência, ficam mais tempo, cancelam menos, ocupam categorias de quartos mais elevadas e gastam mais na unidade hoteleira em serviços como o serviço de quartos ou a compra de experiências no destino através do concierge. Por conseguinte, esta é uma notícia encorajadora”, concluiu Emperger.

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