Abreu quer “elevar Portugal e as marcas portuguesas para um nível de excelência”

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A ambição de “elevar Portugal e as marcas portuguesas para um nível de excelência” foi uma das mensagens deixadas por Jorge Abreu no Summit Abreu, encontro que reuniu este sábado, dia 24, no Estoril, colaboradores, parceiros e fornecedores do Grupo.

Na abertura institucional do evento, o presidente do Conselho de Administração das Viagens Abreu começou por sublinhar o significado do encontro num contexto cada vez mais digital. “Para nós é um momento privilegiado de confraternização entre colegas da Abreu e os nossos parceiros que muitas vezes apenas se cruzam num mundo, infelizmente, digital. E hoje temos a oportunidade de fortalecer aqui os laços presencialmente”, afirmou.

O responsável destacou que o Summit é também um espaço de reflexão estratégica. “Estamos aqui para celebrar o que nos une, para projetar o futuro de dois setores que são vitais para a economia e para a identidade do nosso país”, disse, referindo-se ao turismo e logística.

Assumindo que o Grupo Abreu é “uma instituição de história”, Jorge Abreu frisou que é, acima de tudo, “uma organização feita de pessoas e para pessoas”. A partir daí, apresentou os três pilares que sustentam a visão estratégica do grupo para o ano de 2026: ambição, atitude e ação.

“No Grupo Abreu, a ambição nunca foi sinónimo de arrogância, mas sim uma responsabilidade”, afirmou. Uma ambição que, segundo explicou, se traduziu na recuperação e na estratégia financeira dos últimos quatro anos e num objetivo claro: “A nossa ambição é elevar Portugal e as marcas portuguesas para um nível de excelência. Queremos ser consistentemente o padrão de referência para o qual a qualidade é medida.”

Essa exigência estende-se também às equipas. “Vamos ter de desafiar os nossos próprios colaboradores para oferecer experiências que superem as expectativas do mercado global cada vez mais exigente com a qualidade”, reforçou, deixando claro que a ambição só faz sentido quando acompanhada por valores. “A ambição sem ética e rigor é vazia.”

No pilar da atitude, Jorge Abreu destacou o compromisso com a excelência operacional. “A atitude é o que nos define nos momentos de decisão”, afirmou, lembrando que foi esse compromisso que levou, em 2025, à certificação ISO/2001 na Abreu Logistics e à renovação do selo ESG do Turismo de Portugal. “Estas certificações não são o fim, mas sim a prova da atitude rigorosa que aplicamos em todas as áreas de negócio”, sublinhou.

Quanto à ação, foi direto: “No Grupo Abreu, somos chamados a agir.” Num contexto de incerteza, defendeu que a resposta passa pela “agilidade e a execução”, sublinhando que “focar no cliente significa agir com proatividade, antecipar soluções e garantir que a confiança depositada na nossa marca é retribuída com eficiência absoluta”. E concluiu: “Queremos menos palavras e mais resultados. E é com esta tónica que encaramos 2026.”

Também presente na sessão de abertura, Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal, começou por reconhecer o percurso da Agência Abreu. “É uma honra poder ter este bocadinho nesta história tão longa e tão criativa que é a história da agência de viagens Abreu”, afirmou, considerando que o momento vivido é “extraordinário” e de “afirmação desta grande empresa”, mas também de todo o setor do turismo.

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Carlos Abade, presidente do Turismo de Portugal

Apresentando dados recentes, o presidente do Turismo de Portugal recordou que, após os anos difíceis de 2020 e 2021, o setor recuperou rapidamente. “Em 2024 ultrapassámos os 27 mil milhões de euros de receitas de turismo para Portugal”, afirmou, acrescentando que, em 2025, o crescimento terá sido “seguramente mais do que 5%”.

Esse crescimento tem um impacto transversal na economia. “Portugal beneficiou de um poder de compra adicional em Portugal de quase 30 mil milhões de euros, o que significa 20% das exportações nacionais”, explicou, sublinhando que este valor se reflete não apenas no alojamento e na restauração, mas também no comércio, nos transportes e noutros setores. “O setor do turismo é muito importante para a economia nacional, é muito importante para Portugal.”

Carlos Abade reforçou ainda que o turismo português tem margem para continuar a crescer. “O setor do turismo em Portugal é o 12.º destino turístico mais competitivo do mundo”, afirmou, mas alertou para a necessidade de uma nova abordagem estratégica. “Estamos a preparar a nova estratégia para os próximos 10 anos”, defendendo um crescimento “com valor mais do que em volume”, “com equilíbrio” e “com impacto”. “No final do dia, o turismo é um veículo, não é um fim em si mesmo”, concluiu.

O terceiro interveniente da sessão foi Pedro Costa Ferreira, presidente da Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), que começou a intervenção com uma nota positiva sobre a Agência Abreu e o setor. “As coisas estão a correr bem”, afirmou, destacando a recuperação “não apenas muito rápida, como absolutamente efetiva” da empresa após a pandemia. “Hoje está no meio de um período muito virtuoso de bons resultados e de crescimento.”

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Pedro Costa Ferreira, presidente da APAVT

Sobre a distribuição turística, sublinhou que os resultados de 2025 deverão ser os melhores de sempre. “Em 2024, a distribuição turística em Portugal significou 7,7 mil milhões de euros, cerca de 3% do PIB nacional”, recordou, comparando com 2022, quando representava 2,2%. “Vejam bem como foi o nosso crescimento como um todo.”

Para Pedro Costa Ferreira, este crescimento não é apenas quantitativo. “Nós passámos de equipamento turístico para experiência turística. E a diferença entre equipamento turístico e experiência turística é a agência de viagens”, afirmou, valorizando o papel das agências na criação de valor.

Apesar dos bons resultados, deixou vários alertas. “Nunca foi fácil e não será fácil. (…) Do ponto de vista daquilo que vamos encarar ao longo do ano, é difícil tecer um quadro mais preocupante”, disse, referindo a instabilidade geopolítica, as limitações ao crescimento – por causa do aeroporto – e os desafios económicos. “Quem não cresce, desaparece”, afirmou, apontando ainda desafios como ESG, inteligência artificial e competitividade.

Numa reflexão sobre a Agência Abreu, foi claro: “A Abreu é provavelmente a marca mais forte do setor turístico em Portugal.” Para o presidente da APAVT, o grupo representa “muito mais do que uma mera dimensão económica”, sendo uma história, uma comunidade e um legado que atravessa gerações. “Mesmo que saiam do ponto de vista da sua relação laboral, serão sempre Abreu até ao fim da vida.”

A sessão terminou com uma homenagem a Pedro Costa Ferreira, que está no último ano do seu mandato à frente da APAVT. A distinção reconheceu “os 15 anos de dedicação única e irrepetível à APAVT, vividos com coragem, sentido de missão e um compromisso absoluto com o setor do turismo”, agradecendo a sua presença “sobretudo nos momentos mais duros e difíceis” e o “legado humano e profissional” deixado ao setor.

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