Quarta-feira, Julho 17, 2024
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Aeroportos mundiais juntam-se ao apelo por medidas de viagem baseadas em evidências

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A Airports Council International (ACI) é a mais recente voz a juntar-se aos apelos por medidas de viagens baseadas em evidências e coordenadas entre países.

Com a saúde pública como prioridade, a ACI pede aos governos que “melhorem muito a coordenação das medidas de viagens entre os países e implementem abordagens baseadas em risco e evidências para uma retoma segura das viagens”. “A atual manta de retalhos de restrições a viagens em todo o mundo continua a afetar o sistema de aviação global e os milhões de meios de subsistência que dependem do comércio, turismo e investimentos que o transporte aéreo proporciona”, refere a instituição que reúne os aeroportos internacionais.

A repentina imposição de proibições de viagens por alguns Estados em reação à identificação da variante Omicron foi denunciada por organismos internacionais, incluindo a Organização Mundial da Saúde (OMS), lembra a ACI, citando o própria OMS: “A proibição geral de viagens não impedirá a disseminação internacional” de variantes.

A ACI junta-se, assim, às Nações Unidas, OMS, Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO), Associação de Transporte Aéreo Internacional (IATA), Organização Mundial do Turismo e World Travel & Tourism Council no apelo para medidas de viagens baseadas no risco e coordenadas entre países.

Além disso, o ACI World reforça a necessidade dos países adotarem certificados de saúde digitais harmonizados para testes e vacinação aceites além-fronteiras. “Isso permitiria uma melhor gestão das medidas de viagem, juntamente com uma melhor adaptação à evolução da situação de saúde”.

“A proibição de viagens e o fecho de fronteiras não são a solução conforme as variantes surgem”, disse Luis Felipe de Oliveira, diretor geral Mundial da ACI. “As partes interessadas da aviação querem fazer parte da solução para restaurar as viagens internacionais com segurança, mas precisamos desesperadamente que os governos se coordenem entre si e colaborem com o ecossistema da aviação. Isso foi acordado numa recente conferência global na ICAO e os governos agora precisam seguir adiante”.

“Devemos também lembrar o valor e os empregos criados por todo o setor de aviação e turismo – proteger a população com a abordagem correta baseada no risco melhorará as circunstâncias sociais, de saúde e econômicas das comunidades que servimos. E isso os ajudará a reconstruir”, refere o comunicado da ACI.

“Além disso, a OMS e outros enfatizam que o acesso e a distribuição equitativa das vacinas COVID-19 é fundamental para controlar a disseminação e o surgimento de novas variantes do COVID-19, e precisamos urgentemente de cooperação internacional para isso”, conclui a ACI.

Recentemente, a IATA pediu aos governos que acabassem com as proibições de viagens e permitissem que o processo de viagens continuasse, apesar do atual aumento do número de COVID-19.

A IATA exortou as autoridades dos países a seguir a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) e manter suas fronteiras abertas.

Anteriormente, a OMS instou os governos a encontrarem alternativas para enfrentar a situação epidemiológica atual e não impor proibições de viagens e outras restrições em resposta à situação epidemiológica.

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