Durante o verão, o TNews conversa com agentes de viagens de norte a sul do país, em entrevistas informais que revelam o outro lado da época alta. Histórias curiosas, pedidos insólitos e tendências do setor — tudo contado por quem vive o verão no centro da ação, na nova rubrica “Agentes em Época Alta”.
À conversa com Marco Lima | Famatour
Qual foi a viagem mais inusitada que já vendeu?
Em cruzeiros é difícil falar de “inusitado” porque tudo pode acontecer. Mas houve um caso curioso de um cliente que pediu dois camarotes, um para ele e para a esposa e outro para uma senhora que ia sozinha. O pedido especial foi que fazia questão absoluta de que ficassem o mais afastados possível um do outro. Nunca ficou claro se era a sogra… ou a amante que ia com ele.
E a pergunta mais estranha que já ouviu de um cliente?
É relativamente comum pedirem itinerários de oito dias para destinos como as Caraíbas ou os Emirados, mas querem sair de Lisboa para evitar o avião. A verdade é que muitas pessoas não têm noção das distâncias nem do tempo que um navio demora a chegar a um destino desses.
Que destino recomenda de olhos fechados — e porquê?
Recomendaria sempre um cruzeiro. Há navios que são o próprio destino. Independentemente do itinerário, a experiência a bordo acaba quase sempre por surpreender pela positiva. Mas, se tivesse mesmo de recomendar de olhos fechados, diria Caraíbas ou Golfo Pérsico – são itinerários completos, com bom clima e opções para todos os gostos, desde praias incríveis a cidades cheias de história.
Há alguma tendência no setor que lhe desperte particular entusiasmo?
A indústria está constantemente a apostar em novos conceitos a bordo, mais tecnologia, mais sustentabilidade, mais entretenimento, etc. É uma tendência que me entusiasma porque mostra que os cruzeiros estão a evoluir para agradar a diferentes perfis de viajantes. Cada novo navio é inaugurado com algo inédito em alto mar, seja a maior montanha-russa, o maior baloiço suspenso ou o maior parque aquático. E, por isso, estou sempre curioso – e ansioso até – para descobrir o que o próximo lançamento nos vai trazer de surpreendente.
Quando chega a sua vez de viajar, como escolhe os seus próprios destinos de férias?
Tento combinar a curiosidade profissional com o prazer de estar em família. Procuro destinos onde possa experimentar a gastronomia local, água quente é obrigatório e, de preferência, que sejam novos para poder recomendar com conhecimento de causa. Por vezes, escolho também destinos mais tranquilos, sem grandes distrações, que me obriguem a parar e a abrandar o ritmo. O meu objetivo é voltar das férias renovado, e não exausto.
Nota de editor
Se é agente de viagens e quer participar na rubrica “Agentes em Época Alta”, envie o seu contributo respondendo a estas cinco perguntas para cmonteiro@tnews.pt.




