Durante o verão, o TNews conversa com agentes de viagens de norte a sul do país, em entrevistas informais que revelam o outro lado da época alta. Histórias curiosas, pedidos insólitos e tendências do setor — tudo contado por quem vive o verão no centro da ação, na nova rubrica “Agentes em Época Alta”.
À conversa com Rita Gonçalves | Viagens Sebastião
Qual foi a viagem mais inusitada que já vendeu?
Nos últimos tempos, os dois destinos mais inusitados foram: Quito, no Equador, e Aguaclara, na Colômbia.
E a pergunta mais estranha que já ouviu de um cliente?
Há várias que se tornam bastante repetitivas: se vai chover no destino, se a praia do hotel tem sargaço, se os vamos buscar a casa, se podem viajar com a identificação caducada.
Que destino recomenda de olhos fechados — e porquê?
Cabo Verde, sem dúvida. Um país com uma postura feliz, de coração e braços abertos a quem chega. Um mar à temperatura ideal, uma cultura em que se fala através da dança e uma gastronomia rica em sabores. Voltar é obrigatório!
Há alguma tendência no setor que lhe desperte particular entusiasmo?
O turismo cultural e o gastronómico são aqueles que me despertam mais entusiasmo e curiosidade. Obviamente, é uma escolha particular, mas uma viagem, para mim, tem de ser rica em cultura e gastronomia. Para vender, qualquer setor de mercado me entusiasma, desde o turismo religioso ao de negócios, do rural ao de aventura.
Quando chega a sua vez de viajar, como escolhe os seus próprios destinos de férias?
Gosto de fazer, no mínimo, dois tipos de viagem por ano: uma cultural e uma de ócio. No que toca à decisão, varia muito com as tendências de mercado – não gosto de ir para onde “toda a gente” está a ir. Procuro destinos que, embora possam ser conhecidos, não sejam tendência. Isso ajuda na fuga das massas e na poupança económica. Em suma, a escolha recai sobre destinos que me ofereçam o que procuro no momento e que me enriqueçam o portefólio de vendas.



