Quarta-feira, Abril 17, 2024
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AHETA insta próximo governo a implementar políticas de apoio ao setor turístico no Algarve

A Associação dos Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA), como representante do setor hoteleiro, empreendimentos turísticos e golfe na região, emitiu uma carta aberta ao futuro primeiro-ministro de Portugal, destacando questões estratégicas cruciais que devem ser consideradas pelo próximo governo saído das eleições de 10 de março.

Na carta, a associação insta o próximo governo a reconhecer o turismo como uma das principais atividades económicas do país, especialmente após a crise pandémica, e a designar um Ministro do Turismo para garantir a representação do setor no Conselho de Ministros.

“É igualmente urgente que se altere o sistema de financiamento do Turismo do Algarve, entidade responsável pela promoção nacional e internacional do Algarve. Ter a RTA, hoje, praticamente o mesmo financiamento que tinha há 20 anos não ajuda em nada a promover o Algarve e estabelecer parcerias para novos canais de comercialização e de promoção”, acrescenta a associação.

A AHETA destaca a importância de uma verdadeira reforma fiscal prometida durante a campanha eleitoral, visando equilibrar as contas das empresas e a tributação dos rendimentos das famílias.

“Igualmente deverá ser reformulado o sistema de taxas, pois não é aceitável que existam no país mais de 4.300 taxas diferentes. Uma simplificação no sistema fiscal será imperativa. Basta olhar como outros países têm feito para atrair a fixação de trabalhadores e empresas. Não é crime copiar o que está bem feito”, salienta a AHETA.

Além disso, propõe a implementação de políticas que melhorem as condições de remuneração dos colaboradores, como um subsídio de alojamento para trabalhadores deslocados e a adoção de modelos de contrato de trabalho semelhantes aos praticados em outras regiões.

A associação critica ainda a burocracia excessiva que atrasa projetos empresariais na região e pede uma revisão dos planos diretores municipais (PDMs) para permitir o desenvolvimento adequado e a fixação de empresas e famílias. “A continuar o processo em curso, todos os PDM’s ficarão ainda mais restritivos, não permitindo que se fixem na região novas famílias, tão necessárias para o desenvolvimento da região perante a gritante falta de recursos humanos, nem que se promovam novas áreas de desenvolvimento empresarial, industrial ou turístico”, sustenta a associação.

Além disso, a AHETA ressalta a necessidade de tornar os programas de financiamento empresarial mais acessíveis.

Adicionalmente, a AHETA ressalta a necessidade de tornar os programas de financiamento empresarial mais acessíveis e expressa preocupação com o estado das infraestruturas, como a EN125 e a ferrovia, solicitando investimentos para melhorar a rede viária e ferroviária na região, bem como melhorias na acessibilidade, incluindo uma melhor prestação de serviços pela companhia aérea nacional.

Por fim, a associação defende uma política de eventos mais robusta que promova a região de forma sustentável, com a realização de eventos de grande escala fora da época alta do turismo para reduzir a sazonalidade e fortalecer a notoriedade do destino.

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