O grupo Air France-KLM anunciou esta quinta-feira, 2 de abril, a entrega de uma proposta não vinculativa para adquirir uma participação minoritária na TAP Air Portugal, no âmbito do processo de privatização da companhia aérea portuguesa. A data assinala o prazo final para a formalização de propostas.
A Air France-KLM é o primeiro de três grandes grupos europeus a formalizar o seu interesse na corrida à privatização da TAP. Também a Lufthansa e o IAG, dono de companhias como British Airways e Iberia, já manifestaram intenção de entrar no capital da transportadora.
Em comunicado, o presidente executivo do grupo destaca o percurso da TAP e o seu posicionamento estratégico. “Reconhecemos o valor que a TAP construiu ao longo dos últimos 81 anos: um hub sólido em Lisboa, uma marca forte e uma oferta única com milhares de portos, proporcionando conectividade de alta qualidade”, afirma.
Para Benjamin Smith, o futuro da companhia portuguesa “deve ser escrito enquanto parte do Grupo Air France-KLM, partindo deste legado e elevando a TAP a um novo patamar”.
“A TAP encaixa totalmente na estratégia multi-hub da Air France-KLM, e o nosso objetivo é reforçar as operações em Lisboa, ao mesmo tempo que desenvolvemos a conectividade noutras cidades do país, incluindo o Porto. Aguardamos com expectativa as próximas etapas deste processo de privatização”, defende o responsável.
O grupo destaca ainda que, graças à sua posição geográfica, Lisboa “tornar-se-ia o hub único do Grupo no Sul da Europa”, oferecendo uma “vasta conectividade”, nomeadamente para as Américas, incluindo o Brasil – um mercado que considera fundamental tanto para a TAP como para a Air France-KLM – e para África.
“A TAP beneficiaria da integração numa organização comercial de âmbito mundial, que abrange a Air France, a KLM e a Transavia, bem como de uma estreita colaboração com a Delta Air Lines e a Virgin Atlantic, parceiras da Air France-KLM na Joint Venture transatlântica”, recorda.
O grupo acredita que, com a complementaridade das redes, “Portugal, como um todo, beneficiaria de um aumento da conectividade aérea”, garantindo que pretende que a companhia permaneça “fiel à sua herança portuguesa”.
Considera ainda que a TAP beneficiaria de “uma integração suave num grupo de maior dimensão, robusto, com economias de escala e um alcance global, reforçando a sua competitividade”.
Esta cooperação “estender-se-ia a todas as áreas de negócio e incluiria um foco na descarbonização – uma prioridade estratégica fundamental para a Air France-KLM”, conclui.



