Quinta-feira, Maio 23, 2024
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Airmet quer chegar aos 400 balcões até 2024: “Acredito que temos as melhores condições comerciais” do mercado

Com 277 agências de viagens e 315 pontos de venda atualmente, a Airmet quer chegar aos 400 balcões até 2024. O objetivo foi avançado por Luís Henriques, diretor geral do grupo de gestão de agências de viagens, em conferência de imprensa, à margem da 19ª convenção do grupo que decorreu até este domingo, dia 26, no Pestana Casino Park Hotel, na Madeira.

Luís Henriques acredita que esta meta será alcançada a avaliar pelo ritmo de crescimento dos últimos anos e pela taxa de rejeição, que tem melhorado. “Acreditamos que chegaremos lá, porque estamos com um nível de crescimento alto nos últimos anos, e estamos a melhorar a taxa de retenção”. Por outro lado, afirma que, com o desenvolvimento do projeto Airventure, não vê, neste momento, “nenhum grupo de gestão com melhores condições comerciais que nós”.

Sobre como será esse crescimento, se através de novas agências ou angariando agências já ligadas a outras redes, Luís Henriques responde: “Há cada vez mais pessoas a olhar para este mercado, e a empreender nesta área, mas claro que obviamente o nosso objetivo é retirar agências a outros grupos. Para crescer, é isso que tem de acontecer. Sabemos que não é fácil, há uma relação muito emocional entre as agências e os grupos de gestão”.

Nesta que foi a maior convenção de sempre – com 335 participantes -, as agências ficaram a conhecer as novidades da Airmet a nível tecnológico. Uma delas consiste numa plataforma instalada no GDS “para otimizar e conseguir tarifas mais vantajosas, alavancando a rentabilidade das agências”; a outra é uma plataforma de vistos dentro da intranet do grupo, que permitirá aos agentes terem acesso de “uma forma simples, rápida e num único local”, às obrigações legais para entrada em determinado país de um cidadão português. Esta ferramenta permite, não só acesso à informação, como à emissão e partilha do visto na plataforma com o cliente. “Tem várias funcionalidades e acredito que vai ser muito usada pelas agências”, refere. O grupo está ainda a desenvolver outras novidades tecnológicas para apresentar nos próximos meses, garante o responsável.

Reforço da equipa e alterações ao modelo de contratação

A par da tecnologia, a Airmet quer reforçar o acompanhamento às agências, para isso contratou novos elementos para a equipa comercial. “Com 315 agências, não podemos ter menos que três comerciais na rua. Temos que fazer mais visitas, já fazemos duas a três por ano, queremos subir para 4. A Susana Fonseca deixou de ter funções mais operacionais, de apoio à rede direta, para ficar numa posição mais de chefia da equipa comercial. A norte temos a Célia Castro, a sul o Sérgio Ramires e no centro e Ilhas o Romeu Mendes, ambos apresentados na convenção”, avançou Luís Henriques. “Queremos estar cada vez mais presentes e próximos das agências e criar cada vez mais relação com elas. Vemo-nos como um grupo de gestão mais jovem, dinâmico, mais próximo e  menos formal. A verdade é que somos uma rede muito heterogénea, mas a maioria das nossas agências são jovens, modernas, com uma faixa etária jovem. Temos esse ADN e queremos continuar a ter”.

“Vemo-nos como um grupo de gestão mais jovem, dinâmico, mais próximo e  menos formal”

Sobre o modelo de contratação apresentado no ano passado, e que consistia na definição de parceiros Premium e Preferenciais, Luís Henriques afirma que é um caminho para continuar, embora com alterações.

“Acreditamos que não podemos ter as melhores condições de todos os operadores em todos os momentos, é impossível, por isso temos uma classificação de operadores Premium e Preferenciais”, explica. No ano passado, ficou decidido que, no caso dos Premium, se houvesse um volume significativo de vendas, a agência teria direito à isenção da avença paga à Airmet. Fazendo o balanço, o diretor geral da Airmet avança que cerca de 50 agências beneficiaram desta medida e explica porquê. “O modelo foi lançado só em maio na nossa convenção, e sabemos que o período forte de vendas é entre novembro e maio, perdeu-se esse período e já não havia retroatividade”. Por considerar que o caminho continua a ser este, o grupo introduziu alterações ao modelo este ano, além de ter feito o anúncio mais cedo, logo em janeiro. Assim, as agências vão passar a receber diretamente 1% das vendas no final do ano relativas aos parceiros premium. “Somos o único grupo de gestão que tem um conjunto de operadores em que as agências recebem rappel direto desde que direcionem as vendas. Posso dizer que, desses seis parceiros Premium [Newblue, W2M PRO, Icárion, Lusanova, Flexible Autos e Image Tours], em quatro (Grupo W2M e Flexible Autos) estamos a crescer mais 100% em termos de vendas. A rede conseguiu compreender a mensagem e está realmente a fazer um direcionamento de vendas eficiente. Também conta o produto do parceiro, se é competitivo ou não. Diria que acertámos no cavalo certo e continuamos com essa aposta. Em metade dos parceiros, já superámos o total de vendas do ano passado”, constata.

“Dos seis parceiros Premium, em quatro estamos a crescer mais 100% em termos de vendas”

Em 2022, as vendas por operador colocaram o grupo W2M em primeiro lugar, seguido pela Solférias, Veturis e Ávoris, segundo Luís Henriques. No total destes fornecedores, as vendas cresceram 15% em 2022 relativamente a 2019, mesmo com um “primeiro trimestre tímido”, sublinha.

Em número de lojas, a Airmet cresceu 7% no ano passado, mas analisando o acumulado dos últimos três anos, o crescimento é de 22%. Luís Henriques destaca ainda a taxa de retenção. “Preocupa-nos a angariação, mas muito mais a taxa de retenção, que temos vindo a melhorar muito nos últimos três anos. É o que nos faz crescer”, conclui.

Compra de lugares de risco

Questionado sobre o avanço para a contratação de lugares de risco, Luís Henriques admite que equacionaram fazê-lo e chegaram a ter conversas com alguns operadores.

“Pensámos em fazê-lo. Tivemos conversas com operadores para fazê-lo no final do ano passado. Estavámos dispostos a arriscar. Houve um período em que tínhamos a ideia de duplicar o investimento que as próprias agências fizessem”, conta. Acabaram por não avançar, apesar de ter havido reuniões preliminares. “Chegámos a ter 30 agências interessadas em avançar com a compra agregada de lugares de risco e tivemos alguns contactos com fornecedores (..) mas de certa forma achámos que não era o momento ideal para o fazer”, conta. “O mercado estava extraordinariamente instável”, sublinha, “não tínhamos noção como seria o ano”.

A ideia não está ainda colocada de parte, mas para isso é preciso aguardar para perceber qual será o comportamento do mercado, defende Luís Henriques. “Vai depender de como este ano correr. Acho que há muita antecipação de vendas, mercado não pode esticar como está a esticar, é completamente impossível”, afirma. “Se verificar que há realmente uma antecipação de vendas, fará todo o sentido. Se o mercado continuar com este nível de crescimento até início do verão, diria que podemos garantir algumas partidas de algumas operações”, defende. 

“Chegámos a ter 30 agências interessadas em avançar com a compra agregada de lugares de risco e tivemos alguns contactos com fornecedores (..) mas de certa forma achámos que não era o momento ideal para o fazer”

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