“Pela primeira vez na nossa história, somos o grupo de gestão líder em lazer em Portugal”, sublinhou Miguel Quintas, chairman da Airmet, no discurso de abertura da 21.ª Convenção do grupo, em Punta Umbría, Espanha. O responsável denunciou que a rede tem sido “alvo de bloqueios e lobbies vindos de quem devia defender o setor”, referindo-se ao “setor do associativismo”, bem como de “rasteiras de operadores turísticos” e de “grupos concorrentes que ultrapassaram a linha da ética”.
Miguel Quintas começou por recordar as várias etapas do “caminho longo, duro, desafiante e profundamente inspirador” da Airmet, desde os tempos em que “poucos acreditavam” até ao momento atual.
“Diziam que não havia espaço para mais uma rede, que o mercado já estava saturado, que a Airmet seria apenas mais um projeto passageiro. Mas nós acreditámos. Acreditámos que havia lugar para uma rede diferente — feita de proximidade, de independência, de ética e de confiança”, afirmou.
Da crise económica de 2008 à pandemia de Covid-19, o responsável garantiu que o grupo procurou adaptar-se às mudanças do mercado e manter-se “ao lado” das agências de viagens, mesmo quando, “por tantas vezes, ouvimos a mesma frase: «A Airmet nunca lá chegará»”.
Na sua intervenção, Miguel Quintas abordou as “dificuldades” mais recentes, nomeadamente as “mudanças profundas na direção, desafios internos e decisões difíceis” que a Airmet enfrentou “nos últimos anos e até meses”.
O chairman foi incisivo ao denunciar que a Airmet foi “alvo de bloqueios e lobbies, vindos de quem devia defender o setor, mas preferiu colocar obstáculos”, especificando: “falo do setor do associativismo”. Acrescentou ainda que “fomos atacados, muitas vezes de forma pessoal e injusta, por quem confundiu divergência com inimizade”.
“Vivemos rasteiras de operadores turísticos que quiseram dividir para reinar, tentando enfraquecer a nossa força negocial e a união da rede. E assistimos a grupos concorrentes que ultrapassaram a linha da ética, espalhando informação falsa ou distorcida para tentar condicionar a opinião do mercado”, acusou.
Ainda assim, disse, “o que eles não perceberam é que cada ataque nos tornou mais fortes, que cada obstáculo nos obrigou a inovar, e que cada tentativa de nos dividir só serviu para nos unir ainda mais”. Para Miguel Quintas, a expressão «A Airmet nunca lá chegará» acabou por se transformar “no nosso maior combustível”.
Foi neste contexto que o executivo anunciou que “hoje, pela primeira vez na nossa história, somos o grupo de gestão líder em lazer em Portugal”. Quintas reforçou ainda que, “podíamos não ser os primeiros, mas éramos os melhores. E os melhores, com o tempo, acabam por ser os primeiros”.
“Continuemos a provar, todos os dias, que estavam enganados. Que a Airmet não só lá chegou — como vai continuar a chegar ainda mais longe. Porque esta rede é feita de coragem, de ética, de pessoas que acreditam no futuro”, concluiu Miguel Quintas, acrescentando que, “no fim de contas, a Airmet sempre chega. Sempre chegou. E continuará a chegar”.
A 21.ª edição da Convenção da Airmet realiza-se de 16 a 19 de outubro, no Hotel Barceló Punta Umbría Beach Resort, em Huelva, Espanha, sob o tema “Mais Tecnologia, Mais Valor, Mais Futuro”. O evento reúne cerca de 400 participantes, entre agentes de viagens, parceiros, fornecedores e imprensa.
A sessão de abertura contou com a presença de Ana María Delgado Cordero, secretária-geral provincial da Delegação Territorial de Turismo, Cultura e Desporto em Huelva, e José Carlos Hernandez Cansino, presidente da Câmara de Punta Umbría.
*Viajou para Punta Umbría a convite da Airmet
Leia também: “Deixem-nos trabalhar”. Airmet cresce “com solidez” para 540 agências e garante estabilidade após ventos de mudança



