A ANA – Aeroportos de Portugal vai entregar esta quinta-feira, 17 de julho, ao Governo o Relatório das Consultas às partes interessadas no futuro aeroporto Luís de Camões, que prevê uma revisão do custo em baixa, face aos 8,5 mil milhões de euros inicialmente estimados.
Thierry Ligonnière, presidente executivo da ANA, avançou ao Eco que o relatório resulta da auscultação de 45 entidades, entre as quais as principais companhias aéreas a operar no aeroporto de Lisboa, as empresas de assistência em escala, diversas câmaras municipais, a Autoridade Nacional de Aviação Civil (ANAC), a NAV Portugal — Navegação Aérea, entre outras.
O documento é entregue, conforme previsto, seis meses após o executivo ter informado a ANA que pretende que a concessionária avance com a candidatura ao novo aeroporto.
De acordo com Thierry Ligonnière, a ANA vai propor a alteração das especificações mínimas previstas no contrato de concessão, prevendo uma redução do custo da infraestrutura que permitirá um aumento menor das taxas aeroportuárias.
O relatório inicial, entregue pela ANA ao Governo no dia 17 de dezembro, previa um custo de 8,5 mil milhões de euros, dos quais 7 mil milhões financiados através da emissão de dívida, e a abertura em meados de 2037, ou, com otimizações ao cronograma a negociar com o Governo, no final de 2036.
Nesse documento, a concessionária propôs alargar o prazo da atual concessão por mais 30 anos e aumentar as taxas aeroportuárias progressivamente até 2030 para financiar o novo aeroporto de Lisboa.
O atual contrato em vigor, assinado em 2012, prevê a concessão por 50 anos. Caso esta proposta avance, o prazo seria alargado até 2092.



