Quinta-feira, Maio 23, 2024
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ARAC apela às entidades legisladoras que compreendam “as incoerências” com que o setor se confronta

O presidente do Conselho Diretor da ARAC – Associação Nacional dos Locadores de Veículos, Paulo Pinto, apelou esta sexta-feira, dia 31, a que as entidades legisladoras e reguladoras “compreendam as incoerências com que atividade do setor se vê confrontada, corrigindo-as”. Paulo Pinto, que falava na na abertura da 4ª convenção nacional da ARAC, refira-se a aspetos como a infraestrutura de carregamentos de carros elétricos e “o  regime de pagamento das portagens, que continua sem solução eficaz por parte do legislador”, apontou.


A sustentabilidade, que foi um dos temas debatidos durante a convenção, esteve em destaque na intervenção do responsável da ARAC.

“Neste novo arquétipo em que atuamos, a sustentabilidade é outro tema obrigatório, até porque o setor dos transportes continua a ser um consumidor intensivo de  energia, não reduzindo aqui, de forma alguma, o tema da sustentabilidade ao factor energia”, começou por referir.

Considerando a “mobilidade sustentável” algo “inevitável”, Paulo Pinto garantiu que a introdução de viaturas elétricas e híbridas nas frotas “é também uma realidade para boa maioria dos membros e associados”, da ARAC. Apesar do investimento continuar a ser feito, existem “ obstáculos que,  sozinhos, não podemos ultrapassar”.

Paulo Pinto referia-se às infraestrutura de carregamento de viaturas elétricas: “Apesar de ter cerca de 6 mil pontos públicos, continua a ser a maior condicionante”, referiu, completando que esta dificuldade se sente “ nos concelhos mais carentes de população e de dinâmicas socioeconómicas, onde o turismo sustentável pode desempenhar um papel ainda mais relevante”.

“Enquanto um turista não conseguir recarregar a bateria do carro que alugou enquanto pernoita, para poder viajar no dia seguinte, o aluguer de veículos elétricos não avançará”, constatou o responsável da ARAC.

Paulo Pinto destacou que a “a rede pública e privada de carregamento é uma questão” que o setor “não pode resolver sozinho”, mas que “precisa de soluções urgentes se queremos prosseguir efetivamente para as metas da transição energética e da descarbonização, e se queremos levar a economia e o turismo para onde mais falta fazem”.

O presidente do Conselho Consultor da ARAC prosseguiu a sua intervenção com a identificação de outro constrangimento que o setor também “não pode solucionar sozinho”: a alteração do regime de pagamento das portagens.

“Continua sem solução eficaz por parte do legislador, colocando sobre as rent-a-car o ónus e custo de um problema que nos é alheio”.

“A obrigatoriedade de assumirmos o papel de cobradores dos valores correspondentes ao uso das portagens por parte dos nossos clientes, implica que além da burocracia adicional a que estamos sujeitos, (…) tenhamos de assumir os valores não cobrados”, explicou o responsável.

“Também aqui a transformação digital se impõe: para este processo funcionar, a informação deve ser em tempo real, de outra forma vai ser sempre uma espécie de roleta russa das portagens”, defendeu.

“Como locadores, desenvolvemos soluções que minoram este problema. Mas não podemos obrigar os clientes a subscrevê-las nem controlar onde vão, pelo que esta é mais uma questão premente, a precisar de resolução”, constatou.

Paulo Pinto revelou que, nesta matéria, a ARAC tem tido “inúmeras interações com as entidades competentes”, mas continua “a aguardar resposta”.

Face ao cenário que vive atualmente, ou seja, “a recuperar de uma pandemia, com uma guerra no leste da Europa e a viver num ciclo de elevada inflação, as exigências e desafios do setor multiplicam-se”, reiterou.

Por fim, Paulo Pinto apelou a que “exista de facto um empenho efetivo em tornar acessíveis às empresas as verbas do PRR, sendo este um catalizador da transição digital e elétrica, em empresas de todas as dimensões no sector de Locação de Veículos Sem Condutor”.

A 4ª convenção nacional da ARAC decorreu esta sexta-feira, dia 31, no hotel Montebelo Mosteiro de Alcobaça. No evento, a associação entregou o título de associado honorário à ex-secretária de Estado do Turismo, Rita Marques, “pelo trabalho desenvolvido em prol do turismo e, sobretudo, do rent-a-car.

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