Segunda-feira, Março 4, 2024
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“As perspetivas para o verão são francamente otimistas”, afirma Pedro Machado

O presidente da Turismo do Centro acredita que a região vai superar, em 2022, os resultados de 2019 e está otimista quanto ao desempenho do setor no verão, contrariando um cenário menos otimista traçado pelo último inquérito da Associação da Hotelaria de Portugal que colocava o Centro de Portugal com as perspetivas menos animadoras para o verão (com estimativas de apenas 20% a 39% de ocupação).

Pedro Machado justifica a confiança nos bons resultados do Centro com os dados do Observatório da região e no contacto direto com os empresários. “A perspetiva para o verão é francamente otimista, patente nos dados do Observatório da Turismo Centro de Portugal e no contacto direto com os empresários da restauração, da animação turística e do alojamento”, começa por dizer o responsável, num encontro com os jornalistas esta terça-feira, dia 7 de junho, à margem do Fórum de Turismo Interno Vê Portugal. “A data de hoje todos eles [empresários] estão particularmente expetantes, pela positiva, em relação ao comportamento do ano turístico de 2022. Aliás, à data de hoje são muitos os exemplos em restauração e alojamento cujos resultados diretos da atividade nos primeiros cinco meses de 2022 foram todos superiores à média do rendimento que tiveram no exercício de 2019”, constata.

Pedro Machado afirma desconhecer “a ficha técnica do trabalho que foi apresentado” pela AHP. “Os nossos dados, que dizem respeito ao nosso Observatório do Centro de Portugal, apontam num sentido contrário àquele que a AHP tornou público. Acredito que a monitorização que a AHP faz esteja alavancada em algumas unidades que não representam a média dos estabelecimentos hoteleiros do Centro de Portugal e por essa via os resultados não correspondam à verdade”, defende.

O mercado nacional representa praticamente 55% do mercado turístico do Centro de Portugal, números que têm vindo a traduzir-se “num aumento substantivo”. “Foi assim em fevereiro e em abril de 2022. Em abril de 2022, comparativamente a abril de 2019, tivemos um aumento de 50 mil dormidas só do mercado nacional. Se não fosse ainda a recuperação mais ténue do mercado internacional, já estaríamos com valores muito acima de 2019”, constata o responsável.

O presidente da Turismo do Centro afirma que os dados apontam no sentido “de uma fidelização do mercado interno”. “Há mais portugueses a consumirem Centro de Portugal em 2022 do que em 2019. Se há mais portugueses a consumirem o destino Centro de Portugal em fevereiro, março e abril de 2022, comparativamente aos dados de 2019, significa que há uma tendência crescente para fidelização do mercado nacional”, defende. “Naturalmente que, a região Centro, tendo maior dependência do mercado interno e do mercado interno alargado está menos volátil do que algumas das suas sub- regiões muito de dependentes na maioria dos mercados longínquos”, refere o responsável referindo a Fátima. “Claramente foi o destino mais atingido durante a pandemia nos últimos dois anos. Está naturalmente num processo de recuperação mais lento”.

Pedro Machado assegura que a região vai manter a sua aposta no mercado nacional. “Vamos continuar a fazer o que estamos a fazer hoje que é esta aposta no mercado interno e que está a dar os seus resultados e vamos continuar a apostar na promoção daqueles produtos turísticos que estão em linha com as tendências da procura: o Turismo Ativo, o Turismo de Natureza, Saúde e Bem-Estar, Turismo cultural, Ecoturismo, Enoturismo e Turismo Religioso. São aqueles que estão em linha com aquilo que é a tendência que o mercado interno e internacional estão a procurar”. 

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