Quarta-feira, Agosto 17, 2022
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Associação de Serviços Técnicos para Eventos volta a manifestar-se a 30 de junho

A Associação Portuguesa de Serviços Técnicos para Eventos (APSTE) anunciou que irá realizar uma nova manifestação no próximo dia 30 de junho, em Lisboa.

Esta decisão decorre depois de conhecidas as novas regras para os eventos impostas pelo Governo e pela Direção Geral de Saúde e de se saber que as conclusões referentes aos eventos-piloto “estão demoradas” e não parecem ter data para serem apresentadas.

Recorde-se que se tornou obrigatório a realização de testes à covid-19 nos eventos culturais, quando o número de espectadores for superior a mil, em espetáculos ao ar livre, e a 500, em espaços fechados.

“Depois de todos na cultura e eventos, empresas e trabalhadores, terem tido um verdadeiro annus horribilis em 2020, tínhamos a leve esperança, e sobretudo a extrema necessidade, que 2021 trouxesse bons ventos e mais trabalho. No entanto, as nossas autoridades continuam a tomar medidas inexplicáveis quase como se não entendessem a emergência pela qual estamos a passar”, afirma Pedro Magalhães, presidente da APSTE, citado em comunicado de imprensa.

O responsável questiona “como é possível determinar-se a obrigatoriedade de testes à Covid-19 para os diferentes tipos de eventos sem assumir as despesas inerentes? A ideia é que sejam os organizadores a assumir este custo? Depois de mais de um ano sem trabalhar? Ou é imputar os mesmos aos consumidores? Criando ainda mais obstáculos para que voltem a participar em eventos? Entendemos que se tenha precauções, mas é muito irresponsável lançar-se uma bomba destas sem medir ou até assumir as consequências”.

Outro dos temas que está na base desta decisão da APSTE prende-se com o assumir por parte da DGS de que o tratamento dos dados relativos aos eventos-piloto realizados em abril e maio “está demorado”.

“Antes de mais, julgo que é importante contextualizar: os eventos-piloto é uma iniciativa das associações, empresas e trabalhadores dos setores da cultura e eventos, quando devia ter sido do Governo, e surge exatamente com o objetivo de salvar o verão para todos os que vivem destas indústrias. Às autoridades nacionais apenas cabia a responsabilidade de rastrear e, consequentemente, dar um parecer sobre a viabilidade dos mesmos. Agora, a menos de uma semana de se iniciar o Verão, temos conhecimento que o processo de tratamento dos dados está atrasado e nem sequer se conhece uma data para a apresentação destas conclusões. O que podemos dizer em relação a isto? Repito: ou não entendem o drama que estamos a viver ou a incompetência é muita e têm de se apurar responsabilidades”, afirma Pedro Magalhães.

“Perante todo este cenário, não nos resta alternativa a não ser, cerca de um ano depois da última, voltarmos a manifestar o nosso descontentamento e, mais que isso, as tremendas dificuldades que os nossos setores estão a atravessar. Tal como em 2020, a ideia é fazermos algo original, sem comprometer a saúde pública, mas um pouco menos conveniente…”, conclui.

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