Domingo, Julho 14, 2024
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Atividade turística de portugueses “não foi estruturalmente afetada” após o sismo em Marrocos

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A atividade turística de portugueses em Marrocos “não foi estruturalmente afetada” pelo sismo, sendo que a maioria dos turistas está em Saidia ou em Agadir, afirmou a Associação Portuguesa das Agências de Viagens e Turismo (APAVT), no passado sábado, dia 9.

“De um modo geral, caracterizando a atividade turística, ela não foi estruturalmente afetada”, disse o presidente da APAVT, Pedro Costa Ferreira, ressalvando esta é a informação disponível neste momento, pelo que “ainda é cedo para conclusões” relativamente ao impacto do sismo registado em Marrocos na sexta-feira à noite, que afetou sobretudo a região de Marraquexe.

De acordo com o presidente da APAVT, “haverá, com certeza, milhares [de turistas portugueses] em Marrocos” nesta altura do ano, que ainda é época alta, mas “estão sobretudo em Saidia ou em Agadir”, cidades em que o sismo terá sido “muito pouco sentido”. Outras “centenas” de turistas portugueses estarão em Marraquexe, “mas não há, neste momento, o reporte de nenhum incidente com um turista [português] que motive, por exemplo, um pedido de ajuda”.

O representante das agências de viagens e turismo disse que “não há nenhuma restrição legal” no Portal das Comunidades Portuguesas relativamente a deslocações para Marrocos e, “para caracterizar melhor esta normalidade da atividade, […] hoje partiram dois ‘charters’ para Saidia, exatamente com 180 pessoas, cada avião”, e não há qualquer informação, neste momento, de que tenha havido algum cancelamento de voos.

Questionado se prevê o regresso antecipado de turistas portugueses na sequência do sismo, Pedro Costa Ferreira disse que “tudo depende de como é que a vida vai voltar à normalidade ou não em Marraquexe”.

“Não prevemos, não quer dizer que não aconteça, mas não é um movimento que seja expectável. Se naturalmente a vida se normalizar, é natural que as pessoas – até porque são ‘city breaks’, portanto não são estadas longas -, provavelmente alguém que tenha marcado para regressar amanhã [domingo] ou depois de amanhã [segunda-feira] não verá grande vantagem em tentar romper esta reserva ou alterá-la e à pressa regressar a Portugal. Não me parece que haja nenhum sentimento de perigo, neste momento, em Marraquexe com os turistas portugueses”, declarou o presidente da APAVT.

A associação de agência de viagens e turismo vai continuar a acompanhar a situação em Marrocos, para perceber consoante os próximos acontecimentos “se tudo vai com alguma rapidez voltar à absoluta normalidade ou se alguma coisa que aconteça provoque alguma desregulação na atividade normal”.

Pedro Costa Ferreira reforçou que a situação da atividade turística “não apaga, naturalmente, nem a tristeza, nem a solidariedade” para com o povo marroquino perante as consequências do sismo.

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