Quarta-feira, Novembro 30, 2022
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CEO da easyJet prevê falências de outras companhia aéreas no outono

Johan Lundgren, chefe executivo da easyJet, disse que o futuro parece “bastante mau” para uma série de companhias aéreas, alertando para falências em vez de fusões ou aquisições, em entrevista ao The Mail on Sunday. “Algumas companhias aéreas terão uma situação muito complicada pela frente”, defendeu Lundgren, que apontou a Blue Air como um exemplo recente na Europa de uma companhia aérea “em declínio”.

Pelo contrário, Lundgren afirmou que easyJet é uma das “companhias aéreas menos endividadas” e “uma das poucas que tem uma classificação de crédito de grau de investimento”.

A easyJet, que teve de imobilizar a sua frota durante 11 semanas em 2020, angariou mais de 5,5 biliões de libras (6,32 mil milhões de euros) para resistir à pandemia de covid-19, através de ações e empréstimos, que continuou mesmo depois dos voos recomeçaram.

Lundgren disse que a situação durante toda a pandemia tornou-se ainda mais difícil pelo facto do Reino Unido estar frequentemente em desacordo com as regras e restrições na Europa, continente onde a easyJet voa predominantemente. O chefe executivo saliente que, mesmo o ano passado, “foi difícil de navegar”, uma vez que o Reino Unido continuou em desacordo com o resto da Europa, onde os viajantes vacinados puderam deslocar-se com relativa facilidade.

O chefe executivo da companhia aérea sublinhou que as coisas melhoraram este verão, apesar do pano de fundo do “caos aeroportuário”. “Se olharmos para julho e agosto, voámos 16 milhões de clientes durante esses dois meses com níveis de perturbação no dia inferiores aos que tivemos em 2019. Mas tem sido difícil, porque nem tudo está sob o seu controlo”, afirmou.

A easyJet perdeu £1 bilião (1,15 mil milhões de euros) em 2021, mas apesar de todos os desafios subsequentes, Lundgren insinuou na perspetiva de um pequeno lucro, embora apontando para a orientação dos analistas que preveem um prejuízo de £127 milhões (146 milhões de euros).

No mês passado, a easyJet holidays – o operador turístico interno da companhia aérea – disse que esperava obter lucros superiores a £35 milhões este ano (40 milhões de euros), e alcançar um crescimento de 30% dos clientes no próximo ano. O objetivo a médio prazo é atingir lucros anuais de 100 milhões de libras esterlinas (115 milhões de euros).

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