Quinta-feira, Maio 23, 2024
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CEO da TAP reitera “total abertura para o diálogo” com o SITEMA

O terceiro Congresso Nacional do SITEMA – Sindicato dos Técnicos de Manutenção de Aeronaves, dedicado ao tema “Relações de Poder”, decorreu no passado sábado, 4 de fevereiro, em Lisboa. O evento contou com a presença da CEO da TAP, Christine Ourmières-Widener, e outros profissionais da aviação nacional e internacional.

No seu discurso, a CEO da TAP admitiu a dificuldade na retenção dos TMA na empresa, mas realçou que é através do diálogo entre a administração e os trabalhadores que poderá ser possível alcançar o objetivo: “Fazer da TAP uma empresa finalmente sustentável e lucrativa”.

“Em nome de toda a comissão executiva reitero a nossa total abertura para o diálogo com o SITEMA e com todos os outros sindicatos representativos dos trabalhadores da companhia”, afirmou.

O congresso foi dedicado ao escrutínio das relações de poder e como estas interações poderão afetar a produtividade e a qualidade do trabalho do setor.

Equipa SITEMA

Ricardo Medina, vice-presidente do SITEMA, abriu o evento onde reforçou a sobrecarga de trabalho que estes técnicos têm ao longo da carreira – um problema que, “numa indústria em que um erro sai muito caro, pode, eventualmente, até ser fatal”.

O ex-comandante da TAP, João Roque, abordou a importância da interligação entre pilotos, TMA e clientes, uma relação que garante estar na formação inicial. Defendeu, ainda, a melhoria da comunicação. “O importante é comunicar. A indústria de aviação está a falhar na comunicação da sua importância no setor do transporte, na sociedade, nos media e com o poder político. Em 2019, o transporte aéreo tinha peso de 1%, mas valia 35% no mercado de transporte. O impacto da aviação em emissões de CO2 foi de 2% apenas”, explicou.

Na terceira edição do congresso, foi também abordado o estudo feito pelo Observatório para as condições de vida e de trabalho, publicado em novembro de 2022, sobre o desgaste dos técnicos de manutenção de aeronaves em Portugal, que revelou que a pressão da profissão gera “burnout” e desgaste profissional. Embora os níveis de realização profissional tenham sido elevados em relação a outras categorias profissionais de aviação, foram cerca de 10% dos inquiridos que apontaram esgotamento emocional (depressão) ao longo da carreira – um número em correlação com o índice de cansaço pela carga horária e pelo trabalho por turnos. O estudo concluiu que estes profissionais trabalham em média 36 horas regulares, com mais de 15 horas extra semanais.

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