Segunda-feira, Julho 26, 2021
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CLIA: “Transportámos quase meio milhão de passageiros europeus sem nenhum grande incidente de saúde”

Ukko Metsola, diretor geral para a Europa da Associação Internacional das Companhias de Cruzeiros (CLIA), afirmou esta segunda-feira, dia 7, que já foram transportados quase meio milhão de passageiros europeus em cruzeiros desde a pandemia “sem nenhum grande incidente de saúde”, o que nos “dá uma forte evidência empírica” de que os protocolos de saúde da indústria “apresentam os resultados pretendidos”.

O responsável falava no webinar “Turismo de cruzeiros em Portugal: os desafios que a pandemia trouxe e o qual o futuro do setor”, organizado pela CLIA para a imprensa portuguesa.

Metsola começou por recordar que “alguns países nunca proibiram realmente os cruzeiros”. E, assim “que tivemos os nossos protocolos em vigor, começámos a navegar com passageiros europeus já em julho passado”. No entanto, o diretor geral reconheceu que a CLIA tem comunicado com muitos Estados Membros da União Europeia, porque a realidade de regulamentação política na Europa “é bastante fragmentada”. “Temos estado a explicar aos governos o que estamos a fazer para mitigar o risco de covid-19, como o teste obrigatório, protocolos de saúde a bordo dos navios, mantendo uma bolha de saúde, excursões curtas em terra, o que fazemos se houver suspeita de um caso de infeção, como isolar, contatar, rastrear, etc.?” “Nos últimos meses, esta mensagem foi sendo ouvida cada vez mais e, progressivamente, num ritmo ligeiramente diferente em diferentes partes da Europa”.

O responsável da CLIA na Europa apontou a Grécia como o país líder na retoma de cruzeiros europeus, com cerca de 15 navios planeados para operar nesta temporada, “o que traz um impacto económico significativo para as regiões costeiras”. Contudo, Ukko Metsola também referiu outros países, incluindo Portugal. “A trajetória geral parece muito clara neste momento. Temos metas bem claras de outros países onde os cruzeiros e as empresas começam a operar. E claro, esperamos que também em Portugal se possam fazer progressos porque as companhias de cruzeiros vão precisar de alguns meses para planear as operações. Portanto, o tempo é essencial no sentido de podermos fazer escala também nos portos portugueses e estamos a trabalhar muito bem. Agradecemos à secretária de Estado do Turismo e à sua equipa e ao ministro por todo o apoio que nos têm dado em conversas muitas vezes difíceis”.

Metsola não tem dúvidas que a prioridade número um para os cruzeiros nesta crise pandémica, desde o início, “tem sido a saúde e a segurança dos nossos passageiros e tripulantes e os destinos que visitam”. “Sentimo-nos muito confortáveis e confiantes de que, com os novos protocolos de saúde em vigor, estamos a fazer tudo o que está ao nosso alcance para garantir este retorno gradual e saudável da operação, que aumentará progressivamente à medida que avançamos em direção à época alta de verão em julho e agosto”.

Sustentabilidade

Quanto à questão da sustentabilidade, Ukko Metsola reconhece que “a indústria de cruzeiros opera esmagadora e predominantemente com combustíveis fósseis convencionais, mas investimos dezenas de biliões para reduzir o impacto da poluição”, refere. “Não significa que não tenhamos trabalho a fazer. Enfrentamos um desafio muito significativo. É um desafio europeu”, defendeu.

Na opinião do responsável, “a nossa indústria está numa boa posição para gerar crescimento verde e recuperação económica porque, se pensarmos em todos os navios que são construídos na Europa, verifica-se que bem mais de 80 por cento são na verdade navios de cruzeiro. Portanto, a nossa indústria sustenta a existência de estaleiros navais europeus e os fornecedores de tecnologia. Trabalhando juntos, precisamos de encontrar uma forma de cumprir nossa visão, que é buscar cruzeiros neutros em carbono na Europa até 2050. Precisamos desenvolver combustíveis navais limpos. Essa é a resposta de longo prazo, e é aí que estamos a trabalhar em estreita colaboração com a Comissão Europeia e os próprios Estados-Membros para acelerar esse progresso”.

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