Sábado, Abril 18, 2026
Sábado, Abril 18, 2026

SIGA-NOS:

Companhias aéreas da UE alertam para falta de combustível SAF

As principais companhias aéreas europeias enviaram várias mensagens a Bruxelas, durante um fórum sobre a competitividade do setor, sublinhando que não está a ser produzido combustível de aviação sustentável (SAF) suficiente para cumprir os objetivos exigidos pela regulamentação europeia.

“Estamos a pagar preços muito elevados e não há suficiente, é uma realidade”, alertou Luis Gallego, presidente executivo (CEO) do International Airlines Group (IAG), empresa-mãe da Iberia e da British Airways.

O SAF é produzido a partir de matérias-primas sustentáveis, como óleos usados, resíduos agrícolas, algas ou mesmo CO2 capturado, e no seu ciclo de vida liberta menos emissões de CO2 do que um combustível tradicional como o querosene.

O regulamento RefuelEU da UE estipula que as companhias aéreas que operam no mercado único terão de transportar pelo menos 2% de SAF em 2025, atingir 6% em 2030 e 70% em 2050.

No entanto, as companhias aéreas queixam-se de que não há produto suficiente no mercado e que os seus produtores estão a voltar aos combustíveis fósseis.

Por esta razão, o responsável espanhol considerou que a única opção “realista” é adiar os objetivos negociados na UE, no calor do Pacto Verde da última legislatura europeia. “Não é que queiramos adiar a data, o que queremos é SAF, mas não há”, resumiu Gallego.

O responsável da IAG afirmou que as companhias aéreas estão “empenhadas em reduzir as emissões”, mas que este deve ser “um negócio económico e acessível a todos”; e lamentou que o SAF existente no mercado, além de ser insuficiente, é entre três a cinco vezes mais caro do que o querosene.

“Precisamos de uma estratégia para colmatar esta lacuna (…). Se não forem tomadas medidas agora, a única solução realista é mudar o objetivo”, acrescentou Gallego, que citou um estudo da Boston Consulting para argumentar que, até 2030, haverá um défice de 30% de SAF em relação ao volume que a legislação exigirá que as aeronaves da UE transportem.

“É um problema de abastecimento”, afirmou o presidente executivo da Ryanair, Michael O’Leary.

DEIXE A SUA OPINIÃO

Por favor insira o seu comentário!
Por favor, insira o seu nome aqui

-PUB-spot_img