Quinta-feira, Setembro 29, 2022
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Conferência IPBN: Conheça a história da Lagos Digital Nomads, um projeto que ajuda a mitigar a sazonalidade deste destino

Joana Glória é fundadora da Lagos Digital Nomads, um projeto que teve início em agosto de 2020, depois de Joana perceber que a cidade de Lagos, no Algarve, era local de procura de nómadas digitais. Passado dois anos, vai falar da sua experiência na Conferência de Turismo do Ireland Portugal Business Network [IPBN]* que vai ter lugar em Lisboa no próximo dia 29 de setembro.

Ao Tnews conta como tudo aconteceu: “Deduzi que a primeira coisa que os Nómadas Digitais precisavam na chegada a Lagos, seria obviamente alojamento. E foi assim que começou. Como já tinha gerido no passado duas Guesthouses, foi relativamente simples para mim começar a conectar os Nómadas Digitais a vários proprietários de Alojamentos Locais”.

A Comunidade de Nómadas Digitais de Lagos começou a crescer “muito rapidamente” e, com o passar do tempo, Joana percebeu o potencial deste novo mercado para a região, sendo “uma excelente forma de combate à sazonalidade”.

“Diversos negócios de diversas áreas começaram a entrar em contacto comigo para poderem fazer publicidade junto da Comunidade, e foi daí que surgiu a ideia de criar um género de diretório onde os Nómadas Digitais pudessem encontrar toda a informação necessária para desfrutarem ao máximo deste destino incrível, que são as Terras do Infante”, conta.

Neste momento, Joana relata que estás prestes a iniciar a terceira temporada “desta vibrante Comunidade de Nómadas Digitais de Lagos com bastantes novidades”, nomeadamente na área de eventos. Eventos esses que têm permitido “um intercâmbio interessante entre este novo mercado e a Comunidade local” e que, além de todo o networking que é feito, “tem também contribuído para a inovação e desenvolvimento dos negócios locais”. Ainda este ano, serão lançados os programas de Workation com o objetivo principal “de ajudar a hotelaria a manter as portas abertas de inverno com a vinda de empresas e start-ups para a região”.

Do contacto direto que Joana Glória tem tido com os Nómadas Digitais, grande parte deles confessa que depois da pandemia preferem ficar num país mais próximo de casa. “Sendo a maioria oriundos da Europa, o nosso clima e hospitalidade são os principais fatores de escolha no momento de decisão”, revela.

“Acredito que, assim que for aprovado o visto de estada temporária ou de residência para os Nómadas Digitais, a procura por Portugal vai ser ainda maior”

Segundo a fundadora, os Nómadas Digitais são também atraídos por destinos onde haja Comunidades. “É importante para eles, conhecerem e conectarem-se com outras pessoas que partilhem dos mesmos sonhos, valores e motivações. E neste sentido, Portugal tem já algumas Comunidades para acolher este “novo turista”.
Acredito ainda que, assim que for aprovado o visto de estada temporária ou de residência para os Nómadas Digitais, a procura por Portugal vai ser ainda maior”, defende.


No que diz respeito a desafios, sobretudo da região do Algarve, Joana Glória sublinha que ainda há uma falta de reconhecimento e confiança no potencial deste mercado. “É urgente o investimento do setor público não só para divulgar o Algarve enquanto destino para Nómadas Digitais ao mundo, como também é necessário começar a haver formações aos empresários e empreendedores, prepará-los para receber estes clientes, e adaptar a oferta dos negócios locais ao mercado”.

Na opinião de Joana, não será apenas a aprovação do visto de estada temporária ou de residência para os Nómadas Digitais a impulsionar “bastante este mercado”, mas também o atual modo de vida que a pandemia provocou. “A pandemia veio mostrar aos trabalhadores um novo estilo de vida, um estilo de vida que lhes permita viajar e trabalhar ao mesmo tempo. Quem é que não quer ter esta experiência? Aqui em Lagos, até já recebemos casais com filhos pequenos que embarcaram nesta aventura de serem Nómadas Digitais. As prioridades de vida das pessoas mudaram, a maioria quer desfrutar mais da vida, e se poder ser a viajar, tanto melhor”.

Com o encerramento de imensos escritórios pelo mundo fora, “os programas de Workation vão ser bastante procurados pelas empresas e start-ups, que querem não só unir as suas equipas, mas também contribuir para o aumento da produtividade e motivação dos seus colaboradores. E as empresas só têm a ganhar com este tipo de iniciativas, que acabam por contribuir para um crescimento da taxa de retenção dos seus colaboradores, e ainda atrair novos talentos”, conclui.

As inscrições podem ser feitas no site do IPBN.

O evento é gratuito e é aberto a membros e não-membros.

*O TNews é media partner do evento

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