O Consolidador.com vai fechar 2025 com um crescimento global de 30%, revelou a diretora-geral Anabela Almeida, que sublinhou ter sido “um ano muito bom”, durante o Bright Night, o evento de Natal da empresa para agentes de viagens, realizado esta sexta-feira, em Lisboa. Miguel Quintas, fundador e chairman, anunciou ainda que, em 2026, será disponibilizada “uma tecnologia própria que vai permitir atrair mais clientes às agências de viagens”.
No balanço de 2025, Anabela Almeida referiu que “2025 foi um ano muito bom para o Consolidador. Foi um ano em que crescemos 30% a nível global”, realçando ainda “o reconhecimento dos World Travel Awards pelo sexto ano consecutivo”.
Olhando para 2026, a diretora-geral explicou que a estratégia se manterá assente em “dois eixos complementares: a parte da tecnologia e a parte de produto”.
“Já tínhamos anunciado no início deste ano que criámos um cluster tecnológico dentro do Consolidador, com equipa própria, para fazer desenvolvimentos além do que já temos, muito focado na parte de IA”. Esta aposta, garantiu, “vai continuar”.
Do lado do produto, reforçou que o foco será “apostar na competitividade”, apontando o trabalho “na otimização das tarifas” e o esforço em disponibilizar “mais conteúdo, cada vez mais NDCs, Direct Connects“, com o objetivo de “trazer mais valor” às agências de viagens.
Miguel Quintas, por sua vez, estruturou a visão estratégica da empresa em “três grandes vértices”. O primeiro, a tecnologia, remete para os “investimentos que vamos fazer em inteligência artificial para facilitar a vida aos agentes de viagens”.
Foi neste contexto que antecipou que, no primeiro trimestre de 2026, o Consolidador terá “pela primeira vez, em toda a Europa, uma tecnologia própria que vai permitir atrair mais clientes às agências de viagens”. E acrescentou: “não é encontrado atualmente em lado nenhum”.
O segundo vértice é o “próprio crescimento do Consolidador”. Miguel Quintas reconheceu que a empresa já tem “uma dimensão relevante no mercado português”, num contexto em que “existe concorrência no mercado, e isso é bom para todos”. Ainda assim, frisou que “está a crescer mais” e a apostar numa “estratégia de internacionalização, entrando em novos mercados, em particular, no mercado africano”. Um movimento que, segundo o chairman, traz “ótimas perspetivas” e “beneficia todos porque traz não só mais tecnologia, como traz melhores tarifas e traz melhor conteúdo”.
O terceiro pilar são as pessoas, área em que o chairman admitiu desafios. “O crescimento traz por si dores”, reconheceu, explicando que nem sempre existe “a capacidade de resposta necessária que é obrigatória dar aos nossos clientes”. No entanto, garantiu: “temos consciência disso e temos perfeita noção de que vamos ter de melhorar nesta área”. Esse esforço passa também pelo investimento em tecnologia como “IA e machine learning, para garantir um serviço a cada agente de viagens que seja mais rápido e mais eficiente”.
Por fim, Miguel Quintas colocou no “topo da pirâmide” os agentes de viagens, que “nos têm ajudado muitíssimo a crescer quer no mercado português, quer nos mercados internacionais”, sendo uma ajuda essencial “não apenas para o dia a dia, mas para aquilo que é o futuro”.



