Quarta-feira, Abril 17, 2024
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Delta Air Lines prolonga ligação Lisboa-Boston até janeiro de 2024

A companhia aérea norte-americana Delta Air Lines irá prolongar os seus voos Lisboa-Boston até 8 de janeiro de 2024 com cinco voos semanais operados com o avião Boeing 767-300, de acordo com o site aeroroutes.com e com as informações já disponibilizadas nos sistemas de reserva. Por sua vez, a data de reinício já está marcada para 6 de março de 2024, dois meses mais cedo do que o habitual.

A informação ainda não foi divulgada por fonte oficial da Delta Air Lines, mas para a SkyExpert, empresa de consultoria especializada em transporte aéreo, aeroportos e turismo, é “altamente provável que este plano seja executado nestes termos”.

Foi em 2019 que a Delta incluiu Lisboa, pela primeira vez, na sua rede de destinos à partida de Boston com um voo sazonal utilizando para tal o Boeing 757, um avião de um só corredor e com capacidade para 199 passageiros. Nesse ano, a operação teve início a 23 de maio e durou apenas até 4 de setembro, recorda a SkyExpert.

Para 2023, a Delta Air Lines anunciou o regresso sazonal do voo diário entre as duas cidades, mas agora num período mais alargado entre 9 de Maio e 27 de Outubro e utilizando um avião maior, o Boeing 767-300 com 215 lugares. “As cinco frequências previstas agora divulgadas para os meses de novembro e dezembro estão, em termos de capacidade, muito próximas da oferta da Delta Air Lines no pico de Verão de 2019”, constata Pedro Castro, diretor da SkyExpert.

Com este anúncio, os primeiros meses de horário de inverno de 2023 terão, pela primeira vez, duas companhias aéreas dos Estados Unidos a voar para Lisboa de um destino que não Nova Iorque, sublinha a SkyExpert.

“Durante décadas, a única ligação que perdurava do lado das companhias americanas durante a época baixa à partida de Lisboa era Nova Iorque. Em novembro e dezembro juntar-se-ão Washington, D.C. com a United e Boston com Delta”, analisa Pedro Castro. ”A grande vantagem dos voos destas companhias aéreas para a economia portuguesa é que não utilizam Lisboa como “hub”, ou seja, como plataforma de transferência de voos para levar os passageiros para outros destinos. No caso da United e, ainda mais no caso da Delta Air Lines, mais de 80% dos passageiros têm Portugal como destino ou como origem e o seu ponto de vendas mais forte é justamente os Estados Unidos. Com o câmbio do dólar a manter-se assim, vamos ter um inverno turístico “very american”, remata.

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