Depois da visita do Papa, Angola acelera aposta no turismo religioso e quer pôr Muxima no mapa mundial

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Angola está a reforçar a sua estratégia de posicionamento no turismo religioso com o desenvolvimento do Santuário de Muxima, que se pretende afirmar como um dos maiores centros de peregrinação da África subsaariana.

O impulso recente ganhou visibilidade internacional com a visita do Papa Leão XIV ao local, no passado dia 19 de abril, incluída na sua agenda oficial no país. Durante a passagem pelo santuário, o pontífice presidiu à recitação do Rosário Mariano, numa cerimónia que reuniu milhares de fiéis.

Na ocasião, o Papa destacou o projeto de expansão do santuário, referindo tratar-se de “uma iniciativa tanto pastoral como simbólica”, sublinhando ainda a importância de “construir um mundo melhor, acolhedor, onde já não haja guerra, injustiça ou pobreza”.

No centro desta estratégia está a construção da nova Basílica de Nossa Senhora de Muxima, atualmente em desenvolvimento. A infraestrutura terá capacidade para 4.600 pessoas no interior e uma esplanada preparada para receber até 200 mil peregrinos.

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Projeto para a nova Basílica de Nossa Senhora de Muxima

Este projeto integra um plano mais amplo de valorização do destino, que inclui também novas infraestruturas de apoio, como habitação, equipamentos de saúde e educação, zonas de campismo, estacionamentos e melhorias na rede de transportes.

O objetivo passa por melhorar a experiência dos visitantes e, simultaneamente, impulsionar o desenvolvimento económico da região.

Situado nas margens do rio Kwanza, no município da Quiçama, o santuário de Muxima recebe anualmente centenas de milhares de fiéis. A sua história remonta ao século XVI, com a construção da igreja de Nossa Senhora da Conceição, conhecida como “Mamã Muxima”, consolidando uma tradição de devoção mariana que perdura até hoje.

Além da vertente espiritual, a localização do santuário permite articular a oferta com outros atrativos turísticos do país, como o Parque Nacional da Kissama, as praias de Cabo Ledo ou as paisagens do rio Kwanza.

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