Os Açores registaram mais de 444,8 mil dormidas em alojamentos turísticos no mês de maio, uma subida de 3,1% face ao período homólogo, segundo dados do Serviço Regional de Estatística (SREA). Segundo os dados, este crescimento é superior ao registado a nível nacional (1,3%).
Nos primeiros cinco meses do ano, os Açores superaram um milhão de dormidas em alojamentos turísticos (1,4 milhões), um crescimento de 7,3% face ao período homólogo. Em maio, a região contabilizou 136,5 mil hóspedes (mais 5,2%), com uma estada média de 3,26 noites, que aumentou 2% em termos homólogos.
Os residentes no estrangeiro representaram mais de metade das dormidas no mês de maio (70,6%), totalizando 313,9 mil, mais 5,2% do que no período homólogo.
Entre os mercados externos, os Estados Unidos da América foram o maior mercado emissor, neste mês, com 52,4 mil dormidas (16,7% das dormidas de residentes no estrangeiro), o que representa um aumento homólogo de 11,9%.
Em segundo lugar, surge a Alemanha, com 51,1 mil dormidas (16,3%), mais 1,1%, e em terceiro a Espanha, com 29,8 mil dormidas (9,5%), mais 1,2%. Israel (42,4%), Polónia (40,0%) e Canadá (31,7%) foram os mercados com maior crescimento homólogo.
Em sentido contrário, Bélgica (-20,8%), Brasil (-14,7%) e Países Baixos (-10,8%) apresentaram as maiores descidas.
Com 235,9 mil dormidas, a hotelaria concentrou 53% do total em maio, seguindo-se o alojamento local com 188,2 mil dormidas (42,3%) e o turismo no espaço rural com 20,7 mil dormidas (4,7%).
Foi no turismo no espaço rural que se registou o maior crescimento homólogo (15,2%), seguindo-se a hotelaria (3%) e o alojamento local (2,1%).
A ilha de São Miguel, a maior do arquipélago, concentrou 70,9% das dormidas em hotelaria e alojamento local (300,6 mil), em maio, seguindo-se a Terceira, com 49,5 mil dormidas (11,7%), Faial, com 25,9 mil dormidas (6,1%) e Pico, com 23,9 mil dormidas (5,6%).
O mercado nacional teve maior peso nas dormidas das ilhas Graciosa (73,3%), Santa Maria (71,6%), Terceira (57,0%) e Corvo (52,7%).
Na hotelaria, a taxa líquida de ocupação por cama atingiu 60,3% em maio (mais 0,1 pontos percentuais) e os proveitos totais subiram 12,6% para 21 milhões de euros. Já o rendimento médio por quarto disponível foi de 90,45 euros e por quarto utilizado de 124,73 euros.
Por sua vez, o turismo no espaço rural apresentou uma taxa líquida de ocupação por cama de 35,9% (mais 0,3 pontos percentuais) e proveitos totais de 2,2 milhões euros (mais 39,9%). Nesta tipologia, o rendimento médio por quarto disponível atingiu 68,25 euros e por quarto utilizado 147,78 euros.
No alojamento local, não são apresentados dados sobre os proveitos, mas a taxa de ocupação por cama foi de 36,6% (mais 1,1 pontos percentuais). Segundo o relatório, 23,9% dos estabelecimentos de alojamento local ativos reportaram que não tiveram movimento de hóspedes em maio.



