Sexta-feira, Julho 12, 2024
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“É fundamental reduzir a carga fiscal das empresas e famílias”

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Miguel Velez, CEO e fundador da Unlock Boutique Hotels, entidade gestora de unidades hoteleiras independentes, defende uma redução de impostos, quer para empresas, quer para famílias.

“Neste momento, é fundamental reduzir a taxa de imposto às empresas e às famílias. A carga fiscal está em níveis como nunca esteve antes. Quando olhamos para aquilo que é a carga fiscal sobre os salários, é brutal, a maior parte do rendimento não chega a casa dos nossos colaboradores, e esse é o problema real”, defende o responsável, em entrevista ao TNews, no rescaldo da conferência do Dia Mundial do Turismo, organizada pela Confederação do Turismo de Portugal. Miguel Velez está alinhado com a posição do presidente da CTP, Francisco Calheiros, que disse, na ocasião, ser necessário aliviar a carga fiscal sobre os rendimentos do trabalho.

“O colaborador vê aumentado o seu salário, mas depois chega pouco. Temos aumentado muito os colaboradores, mas dizem-nos sempre a mesma coisa: lamentamos que quando chega ao bolso, chega pouco. Do lado das empresas, o esforço é enorme, podíamos chegar muito mais aos colaboradores e eles sentirem que há uma compensação do trabalho”, aponta o gestor.

Por outro lado, Miguel Velez defende que o alívio da carga fiscal às empresas permitiria aumentar o investimento. “As empresas podiam investir mais se não tivessem a carga fiscal que têm, que é brutal, se somarmos todos os impostos cobrados, chega-se ao final, e têm um peso grande. O alívio fiscal seria dinamizar a economia, porque as empresas iriam reinvestir esse valor, quer seja nos colaboradores, quer quer seja em novos negócios”.

Para o gestor, “a maior de cabeça” da hotelaria a curto e médio prazo “é a instabilidade económica que se vive”. O setor “mostra-se resiliente”, apesar do “aumento do custo de vida das pessoas, por causa da subida das taxas de juro ou do aumento da inflação”. Miguel Velez constata que até agora isso “não tem retirado liquidez aos consumidores, que continuam a consumir turismo e hotéis”. “Mas há sinais de abrandamento, esse abrandamento é o que nos preocupa neste final do ano e arranque do próximo. Esperamos que o arranque da próxima época seja novamente forte”, alerta.

Para Unlock Boutique Hotels, entidade gestora de hotéis, o ano foi intenso e de grandes desafios. “Temos alguns hotéis em fase final de negociação, acabámos por não anunciar novos hotéis, porque, apesar de tudo, foi uma ano muito intenso, dentro daquilo que era o desafio de cada hotel. Agora que todos os hotéis que integraram a rede estão em excelente velocidade e está tudo a correr, vamos olhar para outras unidades”, afirma.

O negócio do modelo de arrendamento, anunciado no início deste ano, “está a correr dentro das expetativas”, com uma aceleração a partir de agosto. “O que aconteceu é que desde meados de agosto até agora, temos tido uma uma procura de novos hotéis como acho que nunca tivemos, creio que por duas razões: estamos em fim da época alta, e quem tinha os hotéis sob a sua gestão quis fazer a época alta para agora começar a procurar outras alternativas. Em segundo lugar, derivado à pressão que está a existir no mercado de juros, com um aumento significativo de custos, os hotéis independentes começam a procurar novas formas de se juntarem”.

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