easyJet admite reduzir operação na Madeira se alterações ao subsídio de mobilidade entrarem em vigor

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José Lopes, diretor-geral da easyJet em Portugal, afirmou esta segunda-feira, 13 de abril, que a companhia aérea poderá reduzir a operação nas rotas domésticas com a aplicação do fim dos tetos máximos no subsídio social de mobilidade nas viagens aéreas.

“Essa retirada do limite superior vai fazer com que os preços subam artificialmente”, declarou, acrescentando que a medida terá “zero benefícios” para os residentes e contribuirá para afastar os visitantes, que constituem a maioria dos passageiros nas rotas domésticas. José Lopes falava numa conferência de imprensa, no Funchal, organizada em conjunto com a Secretaria Regional do Turismo, para abordar a atividade e os compromissos de longo prazo da empresa no arquipélago madeirense.

O responsável destacou que a easyJet é a companhia aérea que lidera as operações aéreas na Madeira, tendo registado uma evolução superior a seis vezes no que diz respeito à capacidade total oferecida entre 2007 – ano em que começou a operar na região – e o ano passado.

Neste verão IATA, que teve início no final de março e termina em 24 de outubro, serão operados pela companhia aérea 5.700 voos no aeroporto da Madeira, um aumento de 5% face ao período homólogo, com mais de um milhão de lugares (mais 4% do que no ano passado) e 15 rotas para seis países, mais uma do que no ano anterior, para Nice (França).

Já no aeroporto do Porto Santo, serão mantidas as duas rotas que já existiam, para Lisboa e para o Porto, embora com uma redução para a capital portuguesa devido a constrangimentos naquele aeroporto, indicou.

Questionado pelos jornalistas, José Lopes disse que o plano de operação foi feito com base nos cenários que existem atualmente, alertando que, caso for aplicada a medida de alteração ao regime do subsídio social de mobilidade que retira os tetos máximos das viagens aéreas para residentes da Madeira e dos Açores, haverá implicações na atividade da easyJet.

“Espero que seja feita uma análise e seja encontrada uma forma de ser mais racional e menos emocional no tratamento do assunto”, apelou. Interrogado sobre a possibilidade de abandonar a rota, o responsável afastou essa hipótese, mas apontou para a possibilidade de “haver uma redução na capacidade no mercado”.

José Lopes deu o exemplo dos Açores, por exemplo, para onde a easyJet já não opera, que no passado não tinha um teto máximo para os beneficiários do subsídio de mobilidade e os preços eram mais elevados, o número de passageiros menor e os encargos por parte do Orçamento do Estado eram superiores.

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