O Egito determinou o encerramento antecipado de lojas, restaurantes e cafés como parte de um conjunto de medidas temporárias para mitigar o impacto da subida dos preços da energia, num contexto de tensão no Médio Oriente, ficando os hotéis e as atrações turísticas isentos destas restrições.
De acordo com a BBC, os estabelecimentos comerciais e de restauração – como lojas, restaurantes, cafés, discotecas e bazares – deverão encerrar às 21h00 durante o próximo mês, até 28 de abril. A decisão insere-se num pacote de “medidas excecionais” adotadas pelo governo egípcio para reduzir o consumo energético.
Entre as iniciativas anunciadas estão ainda a diminuição da intensidade da iluminação pública e da publicidade nas ruas, bem como a implementação de um regime de trabalho remoto um dia por semana durante o mês de abril para muitos trabalhadores.
O setor do turismo, contudo, ficará isento destas restrições. Hotéis e atrações turísticas não serão abrangidos pelas medidas de poupança energética, numa tentativa de salvaguardar uma atividade considerada estratégica para a economia egípcia.
Ainda assim, vários hotéis no Cairo já estão a tomar precauções. Unidades como o Marriott e o Cosmopolitan indicaram à emissora RFI que adquiriram geradores para fazer face a eventuais cortes de energia, garantindo também que os seus restaurantes continuarão a funcionar para hóspedes, independentemente das limitações impostas ao restante setor da restauração.
O país tem sido particularmente afetado pelo atual conflito na região, nomeadamente devido ao bloqueio efetivo do Estreito de Ormuz. A interrupção do fornecimento contribuiu para uma escalada dos preços globais da energia, levantando preocupações quanto a um possível efeito em cadeia nos custos de bens essenciais, como alimentos e medicamentos.



