Segunda-feira, Maio 20, 2024
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Emirates anuncia 11 voos semanais a partir de Lisboa. Rota do Porto deve regressar em 2024

A Emirates vai oferecer um total de 11 voos semanais de ida e volta ao Dubai via Lisboa, a partir de 1 de agosto, informou David Quito, diretor geral da companhia aérea em Portugal. Na cerimónia de comemoração dos 10 anos da Emirates em Portugal, que decorreu este sábado no Aeroporto de Lisboa, David Quito mencionou ainda que a rota do Porto só deverá regressar em 2024, dependendo “da reabertura de outros mercados asiáticos”.

David Quito recorda que, nos últimos 10 anos, a companhia transportou mais de dois milhões de passageiros e 130 mil toneladas de carga. “Abrimos uma ponte direta com o Médio Oriente e o Dubai tornou-se num destino para os portugueses”, sublinhou, referindo que “Portugal é importante para a Emirates, apesar de ser um país pequeno”.

Antes da pandemia, a Emirates oferecia dois voos diários para Lisboa e um para o Porto. “Infelizmente, a pandemia colocou um travão a esse crescimento e neste momento temos apenas um voo direto para Lisboa.” Porém, a partir de 1 de agosto, a companhia aérea passará a um total de 11 voos semanais via Lisboa para responder ao aumento da procura no mercado, numa fase marcada pela retoma do turismo. David Quito aponta que a rota do Porto só deverá abrir em 2024, porque está dependente “da reabertura de outros mercados asiáticos”.

“Há mercados que tinham volume nas rotas de Lisboa, como a China, o Japão e a Coreia do Sul que ainda estão com várias restrições relativas à pandemia. Enquanto estes mercados não reabrirem e não se traduzirem em volume de passageiros, como em 2019, a rota do Porto não vai reabrir, porque preferimos ter uma operação mais sustentável e não cair na tentação de reabrir frequências e rotas que não vão ter a procura que desejamos”, referiu o diretor-geral.

Quando questionado acerca dos constrangimentos no Aeroporto Humberto Delgado, David Quito afirmou que a operação da companhia “decorre com toda a normalidade”, referindo que não têm cancelado voos, ao contrário de outras companhias aéreas. “A Emirates é uma máquina muito oleada” e não tem sofrido cancelamentos porque “temos uma forma sustentada de ir crescendo em função da procura”, justificou.

Contudo, David Quito defendeu que é “inegável” a necessidade de construção de um novo aeroporto em Lisboa. “Eu acho que um novo aeroporto acaba sempre por ajudar todos, acho que é inegável até para o próprio país e claro que a Emirates podia beneficiar disso até a nível de questões horárias e de frequência de voo”, afirmou.

Segundo o diretor geral em Portugal, a companhia aérea não tem tido dificuldade em recrutar mão de obra em Portugal. “A nossa tripulação está baseada no Dubai e muitos portugueses procuram ter uma experiência internacional. O Dubai é uma cidade cosmopolita e uma cidade do mundo”, mencionou, informando que existem atualmente 400 portugueses, localizados no Dubai, a trabalhar para a Emirates.

A cerimónia de comemoração, dos 10 anos da companhia em Portugal, contou ainda com a presença de Francisco Pita, da administração da ANA Aeroportos de Portugal e de Filipe Silva, da Administração do Turismo de Portugal.

Francisco Pita defendeu que “a Emirates é um parceiro estratégico da ANA e a operação para o Dubai é chave para aquela que é a conectividade do Aeroporto de Lisboa.”

“Logo nos primeiros meses de operação, a rota demonstrou o seu elevado potencial quer no transporte de passageiros, quer de carga. Também na retoma da pandemia foi assinalável a forma rápida como a Emirates retomou a operação em julho de 2020, logo após o primeiro confinamento, operação que manteve e reforçou desde então”, referiu Francisco Pita.

Filipe Silva afirmou que o trabalho desenvolvida entre o Turismo de Portugal, em conjunto com a ANA Aeroportos e com os parceiros regionais, “no sentido de identificar oportunidades de negócio a nível de conectividade internacional para os diversos aeroportos em Portugal tem sido fundamental e a Emirates tem respondido a esse repto”. Filipe Silva mencionou, ainda, que a companhia contribuiu para a abertura de novos mercados emissores para Portugal como a China, Japão, Coreia do Sul, Austrália e Índia.

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