A população portuguesa apoia unanimemente a realização da Web Summit em Lisboa, segundo estudo desenvolvido pela Faculdade de Ciências Sociais e Tecnologia da Universidade Europeia. De acordo com o documento divulgado esta sexta feira, dia 29 de outubro, os portugueses concordam que este evento contribui para aumentar o reconhecimento (93%), a imagem internacional (89%), e a reputação (84%) da capital portuguesa. Este inquérito foi realizado entre 17 e 25 de outubro de 2021, a um total de 322 indivíduos.
Denominado “Impactos da Web Summit na Economia e Turismo de Lisboa”, o estudo procurou analisar os efeitos diretos e indiretos deste megaevento, focando-se nos planos internacionais do governo para o turismo e nas problemáticas que se têm levantado perante a atividade do turismo em Portugal.
Para isso, Ana Ramires, Luís Mota e Paulo Marques, investigadores da Universidade Europeia, avaliaram diversos parâmetros: confiança pública perante as decisões estratégicas da estrutura administrativa pública; influência na imagem externa da cidade de Lisboa e correspondente sensação de orgulho dos residentes; desenvolvimento social e comunitário; benefícios económicos em geral; benefícios económicos em prol do desenvolvimento do turismo; congestionamento e concentração de trânsito; segurança; e apoio à realização do evento.
Em relação à confiança pública no Governo, a maioria dos inquiridos confia na tomada de decisões acertadas para o turismo quanto ao desenvolvimento de eventos (71%) e no esforço de inclusão da indústria do turismo no processo de planeamento de eventos em turismo (62%). Dessa forma, mais de metade dos participantes neste estudo (54%) concorda positivamente com a afirmação “a Web Summit reforça a coesão da indústria turística de Lisboa”.
No entanto, o posicionamento neutro destaca-se em relação ao efeito do evento na promoção da diversidade cultural (44%), na melhoria da capacidade de proteção pública da indústria da cidade (40%), no reforço do sentido de união da indústria do turismo (39%) e na sensibilização dos agentes do turismo para a evolução das suas aptidões e conhecimentos profissionais (35%).
Quanto aos impactos da Web Summit em termos de captação da atenção nacional e internacional para Lisboa (92%), ao impulso gerado para a economia no curto prazo (85%) e ao contributo considerável da receita gerada pelos visitantes do evento para a economia local (77%), as opiniões são favoráveis. Este padrão de concordância, entretanto, é menos destacado em relação às oportunidades de negócio para a indústria local proporcionadas pelo evento (48%).
Noutro item analisado, destaca-se o contributo da Web Summit para o aumento da atividade turística, com mais de metade dos inquiridos (57%) a posicionar-se no polo positivo de concordância com o contributo do evento na melhoria das condições económicas da indústria do turismo na região de Lisboa e da infraestrutura turística. Por outro lado, 56% não concorda com a afirmação “o evento contribui para novas oportunidades de emprego”.
Em relação ao congestionamento e concentração de trânsito na cidade, relativamente a realização do evento, registou neutralidade nas respostas, com apenas 53% dos inquiridos a concordar com o aumento da dificuldade do estacionamento.
Em questão à segurança, a maioria dos inquiridos não vê riscos para a cidade que possam ser relacionados à realização da Web Summit, não concordando com o aumento do risco de terrorismo ocorra (64%), nem da atração de interesse de terroristas para eventos futuros (76%) ou de visitantes que perturbem a vida da cidade (86%). Destaca-se, contudo, que mais de metade (52%) concorda que o evento acarreta maior risco de ataques cibernéticos.
No geral, os inquiridos concordam positivamente com a afirmação de apoio ao evento (81%) e com a possibilidade de assistir, se tivesse a oportunidade (68%), mas já não concorda com a afirmação relativa à oportunidade de participação ativa (54%).
Este inquérito foi realizado entre 17 e 25 de outubro de 2021, a um total de 322 indivíduos. 18% dos colaboradores são de uma das indústrias do turismo representadas na Conta Satélite do Turismo português. 13 são futuros colaboradores, inscritos em ensino profissional ou superior num ciclo de estudos diretamente ligado ao turismo. O perfil mais frequente de inquirido define-se pelo género feminino (52%), idade entre 41 e 50 anos (27%), trabalhador por conta de outrem (58%) e no setor privado (60%). Do total dos inquiridos, a maioria reside na Área Metropolitana de Lisboa (77%) e 86% dos futuros profissionais do turismo frequenta o grau de licenciatura.



