Fundo norte-americano manifesta interesse na easyJet mas companhia nega negociações

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A easyJet garantiu esta segunda-feira que não manteve quaisquer conversações nem recebeu qualquer oferta de aquisição por parte do fundo de investimento norte-americano Castlelake, que na semana passada revelou estar a analisar uma possível compra da companhia aérea.

Em comunicado enviado à Bolsa de Londres, a transportadora britânica afirmou que tomou conhecimento do anúncio feito pela Castlelake na sexta-feira, mas sublinhou que o seu conselho de administração continua focado na criação de valor para os acionistas e que analisará qualquer proposta caso esta venha a ser formalmente apresentada.

A companhia classificou, no entanto, uma eventual oferta como “altamente oportunista”, argumentando que a cotação das suas ações se encontra atualmente pressionada por fatores externos relacionados com a situação geopolítica no Médio Oriente.

Segundo a easyJet, o valor das ações está “temporariamente deprimido” devido ao impacto da instabilidade na região sobre a confiança dos consumidores e sobre os preços dos combustíveis.

Na sexta-feira, após o encerramento da Bolsa de Londres, a Castlelake revelou que se encontrava numa fase inicial de análise de uma eventual oferta pela companhia aérea britânica, acrescentando que ainda não tinha contactado o conselho de administração da easyJet.

A transportadora recordou também que qualquer potencial operação teria de ter em conta “os consideráveis desafios regulamentares, financeiros e de execução associados a uma eventual aquisição”.

Apesar da cautela demonstrada pela administração, a empresa reiterou que considerará qualquer proposta caso esta venha a ser apresentada.

De acordo com as regras do mercado britânico de aquisições, a Castlelake tem até 26 de junho para apresentar uma oferta firme ou desistir formalmente da operação.

O interesse do fundo norte-americano surgiu numa altura em que as ações da easyJet acumulam perdas desde o início do ano, num contexto marcado pela volatilidade dos mercados, pela evolução dos preços dos combustíveis e pela incerteza geopolítica internacional.

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