Sexta-feira, Junho 14, 2024
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Grupo Hotusa alcança crescimento em 2023, com receitas 25% acima de 2022

O Grupo Hotusa registou este ano, em Portugal, um crescimento de receitas de cerca de 25% face a 2022, e a expetativa é que este número cresça ainda mais até ao final do ano, revela Luís Cruz, diretor executivo do grupo em Portugal.

Num encontro com a imprensa, que decorreu no Eurostars Universal, o responsável falou do atual momento de expansão internacional do grupo e dos planos para o nosso país.

Com 25 hotéis em Portugal, a maioria concentrada no Porto (9 com Matosinhos) e em Lisboa (9), o grupo Hotusa procura ainda novas oportunidades para crescer no país. O perfil para esse crescimento é traçado por Luís Cruz: “Em Portugal, a nossa aposta passa por locais que possam ter um interesse histórico e cultural, cidades que, de algum modo, estão a ser valorizadas e podem ser interessantes do ponto de vista da atração turística para o país e para nós também”. As últimas entradas de hotéis no portfólio do grupo em Portugal tiveram isso em conta, como foi o caso de Guimarães, ou, futuramente, Braga, cidade na qual o grupo tem um projeto em fase de construção, da marca Exe. “Vamos ter outros projetos que estão nesta altura em fase final de negociação. O grupo continuará o seu crescimento em Portugal, sobretudo com este tipo de perfil cultural”, refere o responsável.

Algarve e ilhas não estão, para já, no horizonte imediato do grupo, mas se acontecesse, a aposta seria alavancada no produto MICE. “Será por essa via que eventualmente podemos vir a crescer [nesses destinos], aponta Luís Cruz.

O caráter cultural e histórico que o grupo pretende ter na sua oferta de hotéis é fundamental e é uma aposta que está a fazer em vários países. “Estamos a operar hotéis que têm uma simbologia histórica importante, como por exemplo em Budapeste, ou na Galiza, onde abrimos vários hotéis que são uma espelho da arqueologia e do estilo arquitetónico rural do destino. Trazer sempre para o hotel um valor acrescentado ao nível cultural é a nossa preocupação”, acrescente.

Em Portugal, o grupo está presente com as suas seis marcas hoteleiras, incluindo a Eurostars, Exe, Ikonic e Aurea. Com 2824 quartos, é nesta altura a segunda empresa hoteleira em número de quartos no país, sublinha Luís Cruz. A nível internacional, o grupo espanhol também tem vindo a crescer e já conta nesta altura com 280 hotéis das suas diferentes marcas, espalhados por 19 países. O grupo tem marcas que representam desde hotéis de 3 até cinco estrelas. Aurea é a marca topo de gama, por apresentar uma identidade histórica e arquitetónica muito específica.

A aposta hoje do grupo, além do aspeto cultural e de património patente nos seus hotéis, estende-se a outras áreas, com a tecnologia, explica Luís Cruz. Nesse aspeto, “temos uma aposta forte em novas ferramentas de tecnologia, nomeadamente através de estruturas de apoio a startups, temos várias empresas participadas, que nos podem oferecer serviços complementares, seja em termos de experiências para clientes, seja em gestão hoteleira, para que os nossos hotéis tenham uma oferta mais diversificada e com novas tecnologias”.

Questionado sobre qual o desafio da hotelaria a médio prazo, Luís Cruz aponta a inflação. “A inflação é sempre uma preocupação importante, porque ela tem influência não só do ponto de vista do cliente, como nos custos da operação hoteleira. O comportamento que pode ter a economia até ao final e no próximo ano é sempre um fator ao qual temos de estar atentos e temos de algum modo ter a capacidade de oferecer bons produtos, de forma a contornar aspetos que possam ser mais limitativos para o cliente puder desfrutar das suas férias”, conclui. 

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