O Haven Nature Hotel & Villas, na Batalha, reuniu esta quarta-feira operadores turísticos num evento de apresentação da unidade, com o objetivo de dar a conhecer o conceito e as valências do empreendimento, que aposta no turismo de natureza e bem-estar. A administração prepara um projeto de ampliação que inclui novas vilas, reforço das infraestruturas de spa e criação de novos espaços para retiros, numa estratégia orientada para aumentar a capacidade e prolongar a estada média dos hóspedes.
Inaugurado em maio de 2025, o hotel dispõe atualmente de 24 quartos e cinco vilas independentes, complementados por infraestruturas que incluem spa – com piscina interior, jacuzzi, sauna e banho turco -, ginásio, piscina exterior aquecida, sala de eventos com capacidade para 100 pessoas em plateia e um conjunto de experiências ligadas à natureza e ao turismo ativo. A unidade posiciona-se ainda como bike hotel, disponibilizando bicicletas elétricas e percursos autoguiados.
Em entrevista ao Tnews, o proprietário da unidade, César Jordão, explicou que o primeiro ano de operação foi marcado por desafios, mas também por sinais positivos de consolidação do projeto, referindo que foi “um ano de experiências e de dificuldades, mas também de coisas boas”, acrescentando que, apesar dos impactos da tempestade que afetou a região, o hotel está agora a recuperar e acredita que está “no caminho certo”.
A diretora-geral, Cidália Patrício, indicou que a unidade registou uma taxa média de ocupação de cerca de 47% no primeiro ano de atividade, sublinhando que o objetivo para 2026 passa por melhorar este indicador, afirmando que “ficar acima dos 50% já seria positivo, mas gostaríamos de atingir valores na ordem dos 65%”.

Também a evolução da procura tem sido acompanhada com cautela ao nível da política de preços. A responsável explicou que a tarifa média rondou os 140 euros em 2025 e que a estratégia para este ano será prudente, defendendo que “não vamos ser muito ambiciosos a subir a tarifa média, até porque as expectativas de negócio passam também por reforçar a componente de eventos”.
No plano comercial, o mercado nacional continua a ser o principal emissor de hóspedes, seguido por mercados internacionais como Alemanha, Estados Unidos, Países Baixos e Espanha. César Jordão destacou a importância de diversificar a procura externa, afirmando que “temos de apostar no norte da Europa e noutros mercados, mas isso leva tempo e exige presença em feiras e promoção continuada”.
O proprietário sublinhou que a estratégia passa por diferenciar a oferta local, referindo que o objetivo é “ser um hotel diferente e diferenciador na região, apostando nas experiências, no spa e na ligação à natureza”.
A integração do hotel na rede Unlock Boutique Hotels, concretizada em dezembro de 2025, é vista como um passo importante para reforçar a visibilidade comercial e a distribuição. Miguel Velez, CEO e fundador da rede, considerou que o hotel acrescenta valor ao portefólio por apresentar características diferenciadoras, afirmando que “procuramos unidades verdadeiramente únicas, que se afirmem nos seus destinos, e esta é claramente uma delas”. O responsável destacou ainda a singularidade da localização e da envolvente natural, sublinhando que “nesta região, virada para o Mosteiro da Batalha e com esta componente de natureza, não existe nada semelhante”.
O presidente do Turismo do Centro de Portugal, Rui Ventura, enquadrou o projeto na estratégia regional de valorização do turismo de natureza e autenticidade, defendendo que iniciativas desta natureza reforçam a atratividade do território. O responsável salientou que o empreendimento está alinhado com o posicionamento da região, afirmando que “o turismo de natureza, o bem-estar, o silêncio e a procura de património são fatores diferenciadores do Centro de Portugal”, acrescentando que o sucesso de projetos como este contribui para a promoção do destino e para a valorização da oferta turística.

Projeto de ampliação da unidade deverá arrancar no verão
No plano de desenvolvimento, a administração prepara um projeto de ampliação que prevê a construção de mais dez novas vilas, a ampliação do spa e do ginásio existentes e a criação de novas infraestruturas dedicadas a eventos e retiros de bem-estar. César Jordão explicou que esta expansão responde à necessidade de aumentar a capacidade de alojamento, sobretudo para grupos, sublinhando que “temos vindo a perceber que, para alguns grupos, precisamos de ter mais camas e mais condições para receber eventos e estadias prolongadas”.
O projeto inclui ainda a criação de um espaço coberto do tipo dome, com cerca de 15 metros de diâmetro, destinado à realização de retiros e atividades de grupo, bem como a construção de novos passadiços em madeira de acesso às vilas e a introdução de soluções de mobilidade elétrica interna. O proprietário acrescentou que a aposta passa também por reforçar a sustentabilidade energética da unidade, referindo que as novas vilas “serão totalmente elétricas e equipadas com painéis fotovoltaicos, permitindo aumentar a autonomia energética e reduzir custos operacionais”.
A unidade prepara ainda a abertura de uma pista de pumptrack para crianças e famílias, que deverá inaugurar dentro de um mês.
Além do aumento da capacidade, a estratégia passa por reforçar a atratividade do destino para estadias mais longas, tirando partido da localização central da unidade. César Jordão destacou que a proximidade a destinos como Fátima, Nazaré ou Alcobaça constitui uma vantagem competitiva, afirmando que “queremos apostar também no turismo de longa duração e criar condições para que os hóspedes permaneçam mais dias na região”.
O investimento previsto para esta fase de expansão deverá situar-se entre 1,5 e 2 milhões de euros, estando o início das obras apontado para o segundo semestre do ano, após a conclusão dos processos de aprovação e das intervenções de recuperação necessárias na propriedade, na sequência dos danos provocados pela tempestade que afetou a região.




