Terça-feira, Outubro 4, 2022
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Hotéis do Porto com taxas de ocupação para o verão entre 50% a 85% 

Os hotéis do Porto registam esta sexta-feira, dia 13 de maio, taxas de ocupação entre os 50% e 85% para os meses de verão, com preços médios a aumentar face a 2019 e perspetivas dum verão “forte” em turistas, disseram à Lusa vários hoteleiros.

O Moov Porto Norte está com uma taxa de ocupação para junho, julho e agosto entre os 82% a 85%, ou seja, uma ocupação semelhante aos números que se verificaram em 2019, revelou, esta sexta-feira, fonte daquela unidade hoteleira.

O Moov Porto Norte está a verificar que o preço médio no período dos meses de verão de 2022 vai ser superior em “25% em relação a 2019”, o que significa que o hotel Moov estará a “gerar mais receita em relação ao período de pré-pandemia”, acrescentou a mesma fonte.

Os principais mercados a fazer reservas são o mercado francês, depois o mercado nacional, seguido em terceiro e quarto lugares pelos mercados espanhol e brasileiro e, em quinto lugar, o mercado norte-americano.

No M.ou.Co hotel, que abriu em janeiro deste ano no Porto, junto a Campanhã, as taxas de ocupação para o verão estão em 50%, mas as perspetivas é para aumentarem, admitiu Teresa Martins, diretora do hotel.

Teresa Martins, que gere 74 apartamentos de alojamento local (AL) no centro do Porto, revela, por exemplo, que o mês de julho está, ao dia de hoje, com uma taxa de ocupação na ordem dos 80%, ou seja, valores de ocupação idênticos aos que registou em 2019 no AL, mas com “um preço médio até mais alto” do que antes da pandemia.

“O verão está bem composto ao dia de hoje com ocupação de junho, julho, agosto e setembro a 50%. As pessoas estão com vontade de férias e querem ter experiências de barco no rio Douro e de mota de água, querem relaxar”, relata Cláudia Almeida, diretora da Douro Suites.

O principal público para o verão que atualmente está a marcar férias são turistas nacionais.

Os turistas internacionais ainda devem estar a ponderar preços, porque há “destinos que desceram bastante os preços, como o Dubai ou Maldivas”, observou Cláudia Almeida.

No Hotel Neya, na zona ribeirinha junto à Alfádega do Porto, a taxa de ocupação atual para junho está nos 55%, para julho nos 45% e para agosto nos 25%, mas as estimativas é de chegar nos meses de verão aos 80%, segundo informação dada pelo Hotel Neya Porto.

As expectativas para os meses de verão no Bessa Hotel, no Porto, são “bastante positivas”, considerando a importante retoma de procura que sentiram no mês de abril e também em maio.

“Temos sentido um aumento diário do número de reservas”, declarou Renato Correia, diretor do Bessa Hotel, referindo, todavia que o facto do turista decidir mais no último minuto, como consequência de fatores que não permitem uma estabilização da procura, como a covid-19 e a situação na Europa, não permite projetar o verão em termos de ocupação.

No Grande Hotel do Porto, a perspetiva da ocupação para os próximos meses é “bastante positiva”, com “sinais de recuperação pós-pandemia”, contou, por seu turno, Luísa Costa, diretora geral da unidade hoteleira.

Em abril, o presidente da Turismo do Porto e Norte, Luís Pedro Martins, disse que o turismo tinha regressado à região na Páscoa, com taxas de ocupação hoteleira a rondar os 95% e que acreditava que o verão teria valores idêntivos aos registados pré-pandemia.

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