Segunda-feira, Maio 27, 2024
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Inquérito da AHP confirma bons resultados da Páscoa: “Claramente estamos a liderar a retoma na Europa”

Quase metade dos hoteleiros portugueses (47%) estima atingir os níveis de 2019 no segundo semestre de 2022, apontam os dados da Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) revelados esta segunda-feira, dia 6 de junho.

De acordo com o Inquérito da AHP “Balanço da Páscoa & Perspetivas verão 2022”, levado a cabo entre 27 de abril e 20 de maio, os fatores com maior impacto na retoma em 2022 serão a
inflação e escassez de mão de obra, para 56% dos inquiridos, a instabilidade geopolítica / guerra na Ucrânia (51%) e os custos de energia (41%).

“O que é importante ver é que na perspetiva dos nossos associados, vamos manter para este verão níveis de ocupação com melhoria dos preços médios, o que significa que vamos ter uma evolução positiva da receita”, afirmou Bernardo Trindade, presidente da AHP, durante a apresentação.

Páscoa confirma recuperação da hotelaria portuguesa

Neste inquérito, a associação fez um balanço do período de Páscoa, que decorreu entre 11 e 18 de abril. Durante este período foi possível aferir, através do inquérito, uma recuperação da hotelaria portuguesa face aos números de 2019. Tanto a taxa de ocupação, como as receitas, e a estada média igualaram os números de 2019, sendo que o preço médio chegou mesmo a ser melhor nesta Páscoa, comparativamente à Páscoa de 2019.

A apresentação dos resultados do inquérito decorreu no Hotel Evolution, com a presença de Cristina Siza Vieira e Bernardo Trindade

A taxa de ocupação média no território português foi de 81-90%, tendo sido mais elevada na Madeira, que se fixou entre os 91-100% .

Por sua vez, o preço médio médio situou-se entre os 121 e os 140 euros, com Lisboa, Madeira Algarve e Alentejo a registarem um preço médio superior.

Já a estada média foi de 2,6 noites, um valor igual ao registado na Páscoa de 2019, à exceção do Madeira e do Alentejo que registaram valores superiores.

Já quanto aos mercados, a esmagadora maioria dos inquiridos (82%) apontou o mercado nacional como o principal do período da Páscoa, seguido do espanhol (apontado por 65% dos respondentes) e o francês (29%). De fora deste top 3 ficou o Reino Unido.

Perspetivas para o verão

Quando questionados sobre as perspetivas para o verão, os inquiridos apontam uma taxa de ocupação entre 40% e 59% no mês de junho – apenas as ilhas se destacam com perspetivas de reserva superiores (entre 60%-80% nos Açores e entre 80%-100% na Madeira). A região Centro regista perspetivas menos otimistas, com apenas 20% a 39% de ocupação para o mês de junho.

Cristina Siza Vieira, CEO da AHP, alerta para o facto destas previsões terem sido feitas ainda no mês de maio e que provavelmente irão ainda evoluir.

As perspetivas não se alteram significativamente nos meses seguintes, “puxadas para baixo, pela região Centro”, constata Siza Vieira. No global, os inquiridos mantêm o nível de reservas estimado entre 40% e 59%. Porém, as perspetivas de ocupação em julho crescem na região do Algarve (60%-80%)

Quanto aos mercados, e na perspetiva dos inquiridos, estes não se alteram face à Páscoa: 80% dos inquiridos apontam o mercado nacional como o principal mercado para o verão (80% dos inquiridos), Espanha para 49% e França para 40% dos respondentes. O Reino Unido figura fora do top 3, referido por 34% dos inquiridos.

Os respondentes do inquérito da AHP estimam que a ocupação igualará este ano os níveis de 2019, à exceção da região Centro, sendo mesmo superior na Madeira.

O mesmo sucederá com o preço médio por quarto e a estada média: os inquiridos esperam que iguale os valores de 2019, à exceção dos Açores, Madeira, Algarve e Alentejo, onde se espera que, no caso do preço médio, cresça. Na Madeira estima-se igualmente que a estada média suba realtivamente a 2019.

Por sua vez, os inquiridos esperam que as receitas de 2022 igualem as de 2019, sendo que nas regiões da Madeira, Açores e Algarve, o sentimento é de superação das receitas.

Comparativamente às perspetivas de retoma da Organização Mundial de Turismo, cujos estudos apontam para uma recuperação em 2023, Portugal está à frente, destacam Cristina Siza Vieira e Bernardo Trindade. “As chegadas internacionais de turistas devem atingir 55%-70% dos níveis de 2019 já em 2022, dependendo do levantamento das restrições, guerra, novas variantes, economia. Claramente estamos a liderar a retoma, e estamos com boas perspetivas para o verão”, constatam.

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