O investimento hoteleiro em Portugal somou 390 milhões de euros entre janeiro e setembro de 2025, mais 20% do que no mesmo período do ano passado, de acordo com o relatório Market Outlook Q3 2025 da Savills.
O Algarve e a Grande Lisboa concentraram a maior parte deste capital, seguidos pelo Porto e pela região Norte. Durante este período, a Savills identificou a abertura de 59 novos hotéis, adicionando mais de 5600 quartos à oferta nacional.
Já nos últimos três anos, o investimento transfronteiriço representou uma média de 80% do investimento hoteleiro total, reforçando a posição de Portugal como um dos destinos mais procurados na Europa para este tipo de ativos.
Investimento imobiliário comercial sobe 60% para 1,8 mil milhões até setembro
A nível geral, o investimento imobiliário comercial em Portugal totalizou 1,8 mil milhões de euros no final do terceiro trimestre de 2025, o que representa um aumento de 60% em comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo o relatório da Savills.
Após um período de ajustamento das expectativas impulsionado pelo aumento das taxas de juro, “começam a surgir sinais claros de estabilização do mercado”. Só no terceiro trimestre, o volume de investimento atingiu 572 milhões de euros, mais 50% do que em 2024.
Pedro Figueiras, Head of Capital Markets da Savills, sublinha a solidez da evolução “marcada pelo crescimento consistente dos níveis de investimento em todos os setores”. O mercado, acrescenta, “continua a atrair investidores globais com diferentes perfis de capital, ao mesmo tempo que se verifica um aumento do apetite por parte de investidores nacionais”.
Hotelaria e Retalho lideram investimento
Entre janeiro e setembro de 2025, os setores do retalho e da hotelaria representaram, em conjunto, mais de metade do volume total de investimento, com aumentos homólogos de 99% e 21%, respetivamente.
No retalho, os centros comerciais destacaram-se como a classe de ativos mais dinâmica, atraindo mais de 500 milhões de euros e reforçando a maturidade do segmento entre os fundos institucionais e o capital privado.




