Segunda-feira, Agosto 8, 2022
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Itália assinala 10 anos do acidente do Costa Concordia

Já passaram 10 anos desde que o gigantesco cruzeiro Costa Concordia afundou. A história marcada por mais de 30 mortos, um capitão em fuga e um navio tombado chocaram Itália e o mundo. O cruzeiro tinha a bordo 4229 pessoas, quase o dobro do mítico Titanic, em 1912. Morreram 32 pessoas e 64 ficaram feridas. 

Por volta das 21h42 daquele fatídico dia, o navio de 290 metros de comprimento e 53 mil toneladas, que navegava pela costa da Isola del Giglio, em Itália, colidiu com as rochas, perfurando o casco. O erro causou um corte na corrente elétrica, que também afetou o gerador que existia dentro do barco. Mergulhado na escuridão, o navio rapidamente tombou para bombordo.

Comandante Francisco Schettino

Schettino foi um dos primeiros a abandonar o navio. Segundo ele, o choque empurrou-o para fora do cruzeiro e, como o seu substituto estava a trabalhar nessa noite, o capitão decidiu que não seria bom voltar, já que as medidas de naufrágio seriam conduzidas pelo “comandante reserva”.

Segundo um artigo da G1, logo após a tragédia, Francesco Schettino foi afastado das suas funções na empresa e ficou detido em prisão domiciliar até julho do mesmo ano (2012).

Depois desse período, o ex-comandante assumiu uma posição defensiva em relação ao ocorrido. Na sua primeira entrevista depois do acidente, pediu desculpas ao povo italiano e reconheceu a culpa pelo ocorrido.

O comandante foi condenado pelo Supremo Tribunal da Itália por homicídio involuntário, naufrágio e abandono do navio. Está a cumprir uma pena de 16 anos e um mês de prisão. Antes de entrar na prisão, em 2015, publicou o livro ‘Le vertià sommerse’ (‘As verdades submersas’), juntamente com a jornalista Vittoriana Abate, de acordo com o Tourinews.

Operação de salvamento

O naufrágio do navio foi objeto de uma operação de resgate complexa e sem precedentes, durante a qual um mergulhador espanhol perdeu a vida, elevando o número total de mortos do desastre para 33.

O navio fez a sua última viagem em julho de 2014, quando foi rebocado com sucesso de Giglio e levado para Gênova, onde foi desmontado para sucata, numa operação concluída três anos depois, em julho de 2017.

A recuperação do naufrágio do Costa Concordia foi uma das mais caras da história (cerca de 1,8 mil milhões de euros), custando mais de três vezes o custo de construção da embarcação em 2004 (cerca de 533 milhões), segundo o Wanted in Rome.

Indeminizações

A empresa italiana proprietária do navio de cruzeiro Costa Concordia ofereceu como indeminização 11.000 euros a cada passageiro.

O acordo ocorreu após negociações entre a empresa, Costa Cruzeiros, e vários grupos de consumidores italianos. A empresa também prometeu reembolsar as despesas médicas e de transporte dos passageiros, bem como o custo do cruzeiro.

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