Terça-feira, Outubro 4, 2022
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Jorge Rebelo de Almeida sobre a greve da Groundforce: “O país não podia ter permitido isto”

Jorge Rebelo de Almeida, empresário, investidor na área do turismo e presidente do grupo Vila Galé, tece fortes críticas ao cenário imposto no último fim de semana com a greve dos trabalhadores da Groundforce, dizendo ter-se tratado de um “espetáculo deplorável”.

A greve dos trabalhadores da empresa da Groundforce, no último fim de semana, levou ao cancelamento de quase 600 voos no aeroporto de Lisboa, 242 no sábado, dia 17, e 321 no domingo, dia 18, segundo os dados divulgados pela ANA – Aeroportos de Portugal.

Em retrospetiva, no programa Negócios da Semana da SIC Notícias, Jorge Rebelo de Almeida salienta como “tudo aquilo de que o país e o turismo não precisavam era, de facto, daquele espetáculo deplorável a que se assistiu. Foi dramático mesmo”.

Com a greve a causar inúmeros transtornos aos passageiros, desde o cancelamento dos voos à perda de validade dos testes Covid-19, o presidente do grupo Vila Galé realça como este evento terá repercussões ainda maiores no setor do turismo. “Esta gente não se vai esquecer do que sofreu ali. O país não podia ter permitido isto”, afirma.

“Os trabalhadores são, em regra, os menos responsáveis por tudo isto, mas têm de ponderar como situações destas podem ser a machadada final numa situação que, por si, já não é brilhante”, declara Jorge Rebelo de Almeida, remetendo para o cenário desvantajoso do setor turístico.

“O turismo foi o motor de desenvolvimento da última crise, há 10 anos. Foi ele que despoletou a recuperação da economia através da sua transversalidade. Neste momento o turismo precisa de ajuda”, apela o empresário.

Jorge Rebelo de Almeida acredita “que o governo vai ter que dar apoios”, mas sublinha que os mesmos não devem ser “para as pessoas irem para casa, nem para reduzir trabalho, mas, sim, para voltarem a trabalhar e fazerem o que nós fizemos na primeira vaga: apostar na formação”.

No caso da Vila Galé, o investimento foi feito na aprendizagem da língua alemã. “Este é o mercado que precisamos de ir buscar como complemento ou em alternativa ao mercado inglês”, esclarece o presidente do grupo hoteleiro.

Com mais um adiantamento de verbas da TAP para pagar salários e subsídios de férias aos trabalhadores, a ameaça de uma nova greve da Groundforce este mês parece estar afastada.

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