Lisboa é a cidade que mais congressos e reuniões associativas internacionais organiza a nível mundial, de acordo com o mais recente ranking da ICCA – International Congress and Convention Association. A capital portuguesa lidera a tabela relativa a 2025, com 188 congressos realizados, ultrapassando Paris, com 174, e Barcelona, com 166.
O resultado representa uma subida significativa face a 2024, ano em que Lisboa tinha registado 153 congressos e reuniões elegíveis para o ranking da ICCA. Dos 356 congressos contabilizados em Portugal em 2025, mais de metade realizaram-se em Lisboa, reforçando o peso da capital no segmento MICE – Meetings, Incentives, Conferences and Exhibitions.
Segundo os dados divulgados, os congressos realizados em Lisboa concentraram-se sobretudo nas áreas médica, tecnológica e científica, tendo atraído mais de 100 mil participantes internacionais. A despesa média por participante rondou os três mil euros, contribuindo de forma relevante para a economia local ao longo de todo o ano.
Os eventos decorreram em diferentes infraestruturas da Área Metropolitana de Lisboa, incluindo hotéis, venues, universidades e centros de congressos.
Para António Valle, diretor-geral da Associação Turismo de Lisboa, “os congressos associativos internacionais têm um impacto estratégico na economia local e na projeção internacional de Lisboa”.
“O reconhecimento reforça a capacidade da Área Metropolitana de Lisboa para atrair investimento e conhecimento, suportada por infraestruturas preparadas para receber eventos de diferentes dimensões, uma oferta hoteleira e gastronómica qualificada e uma forte conectividade aérea internacional”, acrescenta o responsável.
A Associação Turismo de Lisboa destaca ainda que este desempenho resulta do trabalho conjunto desenvolvido através do Lisbon Convention Bureau e dos vários parceiros institucionais e operadores do setor.
A ICCA é considerada a principal referência mundial no mercado associativo internacional. O ranking contabiliza apenas congressos e reuniões associativas internacionais que cumpram critérios rigorosos, como a realização periódica, rotação entre pelo menos três países e um mínimo de 50 participantes presenciais. Ficam de fora eventos corporativos, feiras, viagens de incentivo, festivais, concertos ou eventos políticos e governamentais.




