Quase quatro em cada dez portugueses (38%) planeiam gastar entre 500€ e 1.000€ nas férias de verão deste ano. Os dados, divulgados pela Escolha do Consumidor, mostram ainda que 49% dos inquiridos prevê manter o mesmo nível de despesa face a 2024, enquanto 24% espera gastar menos e 17% admite um aumento nos gastos. Estes indicadores apontam para uma procura estabilizada, mas com espaço para crescimento, especialmente nos segmentos de gama média.
O estudo, centrado nos hábitos de planeamento e decisão dos consumidores portugueses no período de verão, revela ainda que a maioria dos viajantes começa a organizar as férias com três a seis meses de antecedência (49%). Outros 25% planeia com mais de meio ano de antecedência, confirmando uma tendência clara para decisões de viagem cada vez mais antecipadas.
Apesar da crescente digitalização do setor, as agências de viagens físicas mantêm um papel relevante: 22% dos portugueses continua a recorrer a estas estruturas, embora as plataformas online liderem as preferências com 47%. Já 15% opta por reservar diretamente com os alojamentos, reforçando a importância da presença digital própria dos operadores turísticos e unidades hoteleiras.
O destino preferido continua a ser a praia (28%), seguindo-se o turismo cultural (17%) e a natureza e aventura (15%). O perfil do viajante mantém-se familiar — 61% escolhe viajar com a família, enquanto 19% opta por viagens em casal. O alojamento mais procurado é o hotel (40%), mas há uma diversificação crescente, com destaque para moradias, resorts e unidades de alojamento local.
No momento de decidir, o preço é o fator mais determinante (28%), seguido do clima (22%) e da segurança (16%). A sustentabilidade ambiental, embora cada vez mais debatida no setor, tem ainda pouco impacto direto na escolha do destino (2%).



