Terça-feira, Fevereiro 27, 2024
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Ministro francês relança ideia de preço mínimo para bilhetes de avião de forma a combater alterações climáticas

O ministro francês dos transportes, Clément Beaune, pretende que haja um preço mínimo para os bilhetes de avião dentro das fronteiras europeias de forma a “lutar contra o dumping social e ambiental”. Em entrevista ao semanário L’Observateur, o responsável afirmou que apresentaria esta proposta aos restantes países membros nos próximos dias.

“Não são possíveis bilhetes de avião a 10 euros, em plena transição ecológica”, argumentou o ministro. “Não refletem o preço que estes voos têm para o planeta”, disse.

Segundo Beaune, um ajuste de preços pode gerar fundos extras para iniciativas verdes na indústria da aviação. Ao mesmo tempo, pode encorajar os viajantes a optarem mais frequentemente por meios de transporte mais ecológicos, como os comboios.

França já tomou medidas no sentido de uma aviação mais ecológica. Por exemplo, certos voos domésticos foram restringidos quando uma ligação ferroviária rápida está disponível como alternativa. O governo francês está empenhado em reduzir as emissões da aviação.

A Ryanair já se havia manifestado contra a fixação de um preço mínimo para os bilhetes de avião, quando a Áustria anunciou em junho de 2020 que queria proibir que os preços dos bilhetes de avião fossem inferiores aos impostos e aos custos reais, ou seja, 40 euros em média por voo neste país. “Penso que os controlos de preços são dignos da economia da Coreia do Norte”, criticou Edward Wilson, CEO da Ryanair. Estamos no mercado único europeu, que funciona com base na concorrência. O seu sucesso baseia-se no facto de os consumidores poderem comprar bens que resultam da concorrência entre intervenientes, concorrência essa que cria empregos”.

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