Terça-feira, Agosto 9, 2022
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Modalidade ‘comprar agora e pagar mais tarde’ regista procura “extraordinária”, aponta Amadeus

Três em cada quatro consumidores que têm viagens internacionais planeadas nos próximos 12 meses poderiam optar pelo pagamento em prestações, de acordo com uma análise divulgada pela Amadeus. A empresa de tecnologia de viagens descreveu o nível de procura de opções de pagamento flexíveis em viagens como “extraordinariamente elevado”, uma vez que os orçamentos familiares estão sob pressão crescente.

A empresa encomendou em junho um estudo sobre as despesas e intenções de pagamento de 4.500 consumidores nos EUA, Reino Unido, Alemanha, França e Singapura e considerou duas em cada cinco (42%) viagens internacionais como uma “alta prioridade” para o próximo ano. Em comparação com 32% que deram prioridade às férias domésticas, 28% às assinaturas de entretenimento online, 27% a comer fora, 25% a gastar em vestuário e 20% a comprar um carro novo ou mobiliário doméstico. Os inquiridos esperavam gastar em média $2.670 (2.620€) em viagens internacionais nos próximos 12 meses, um pouco menos, considerando a inflação, do que os $2.780 (2.728€) gastos em média em 2019.

No entanto, 75% disse ser mais provável, do que anteriormente, escolherem uma opção de pagamento por evento ou “comprar agora, paga mais tarde” para financiar viagens. 44% tinha mais probabilidades de pagar as viagens com cartão de crédito, quase metade dos inquiridos (47%) planeava gastar pontos de fidelização em viagens, e um em cada quatro (26%) revelou que podia recorrer a “empréstimos de dia de pagamento” apesar das elevadas taxas de juro, porém 48%, disse ter mais probabilidades de utilizar um cartão de débito pré-pago com várias moedas para evitar taxas de câmbio estrangeiras quando se encontram no estrangeiro.

Os resultados levaram a Amadeus a sugerir que as pressões sobre o custo de vida e a incerteza económica estão a levar a um número crescente de viajantes a utilizar tecnologia financeira (fintech) para gerir os seus custos de viagem. O vice-presidente executivo do Amadeus para os pagamentos, David Doctor, afirmou: “A investigação mostra que os consumidores estão dispostos a renunciar a gastar noutras áreas das suas vidas para acomodar as suas viagens este ano”.

Acrescentou ainda: “A procura de opções de pagamento flexíveis como ‘comprar agora pagar mais tarde’ é extraordinariamente elevada. A indústria terá de procurar formas que a fintech possa tornar os custos de viagem mais transparentes, bem como ajudar os viajantes a gerir os seus gastos”.

O inquérito revelou que 73% dos que tencionam viajar prestariam mais atenção aos custos cambiais do que anteriormente. “Este é um número notavelmente elevado que sublinha a oportunidade dos fornecedores de viagens, desempenharem um papel mais activo nas divisas estrangeiras”, afirmou o vice-presidente.

Foi possível observar que poucos fornecedores de viagens oferecem preços em múltiplas moedas (MCP) que permitem aos viajantes pagar na moeda da sua escolha, o que é um aspeto negativo, uma vez que o inquérito revelou que mais de metade dos viajantes (56%) manifestaram preferência por um fornecedor de viagens que lhes permita pagar na sua própria moeda.

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